27.5 C
Brasília
sábado, 29 agosto 2026

Moedas latino-americanas batem recordes e deixam o dólar para trás

Imagem ilustrativaAlexander Ruiz / Gettyimages.ru

A moeda da região se valorizou em relação ao dólar americano.

RT – As moedas latino-americanas atingiram novos recordes em relação ao dólar, segundo dados do Índice de Moedas de Mercados Emergentes (MSCI), que alcançou um pico de 1.919,6 pontos.

Este índice, que avançou 3,6% este ano, mede o desempenho das moedas de mercados emergentes em relação ao dólar, principalmente, e é composto por 24 moedas, incluindo cinco da região: Brasil, Chile, Colômbia, México e Peru. 

O índice MSCI corresponde à série disponível desde 2015 e não significa que todas as moedas de mercados emergentes estejam se valorizando, afirma a corretora de investimentos online XTB.

O aumento na região

Das 24 economias emergentes, 10 registraram, de fato, um aumento. Dessas dez, quatro são latino-americanas e apresentam um resultado positivo, com uma média de +6,1% em relação ao dólar americano.

A Colômbia ocupa o primeiro lugar no ranking dos maiores aumentos em relação ao dólar americano, com um percentual de 21,1%, o que a coloca no nível mais extremo em comparação com as outras moedas da região.

Notas e moedas da ColômbiaBruce Yuanyue Bi /Gettyimages.ru

Quanto aos outros sistemas monetários da região, abaixo do peso colombiano estão o guarani paraguaio, com 11,04%; o colón costarriquenho, com 10,80%; o peso dominicano, com 8,54%; o real brasileiro, com 6,28%; e o peso mexicano, com 6,20%, segundo a Bloomberg.

O XTB destaca que o peso chileno é “a exceção regional”, com uma queda de -1,4% em relação ao dólar.

Por que esses aumentos de preço?

Segundo a análise da XTB, esses aumentos nas moedas locais não se devem apenas à desvalorização do dólar. O argumento é que o peso colombiano “se beneficiou de um diferencial de juros ainda elevado e da atratividade das operações de carry trade”. Assim, de acordo com essa análise, “sua valorização foi tão significativa que mesmo as iniciativas do Banco Central da Colômbia para moderá-la tiveram efeito limitado até o momento”.

Em relação ao México, ele afirma que “a força do México tem sido sustentada por taxas de juros relativamente altas, liquidez de mercado e uma redução em alguns prêmios de risco”.

Esses exemplos são importantes porque impedem que toda a história emergente seja reduzida a uma única explicação: a desvalorização do dólar.

O que está acontecendo na terra do dólar?

Em relação aos EUA, a XTB atribui a vulnerabilidade do dólar americano às preocupações dos investidores com a enorme dívida pública do país. Devido a essas preocupações, os rendimentos dos títulos sobem para atrair compradores, mas o dólar não se fortalece automaticamente nem impacta negativamente as moedas de mercados emergentes como acontecia no passado.

Diante dessa situação, os investidores preferem apostar em mercados menos voláteis ou, alternativamente, exigem que os EUA proporcionem retornos maiores em relação ao risco envolvido no investimento em sua economia. 

ÚLTIMAS NOTÍCIAS