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sábado, 29 agosto 2026

Operação Carbono Oculto sumiu da mídia rentista

Acusação: Izanio

Por Altamiro Borges

Deflagrada em 28 de agosto de 2025, a Operação Carbono Oculto da Polícia Federal revelou relações criminosas entre pilares financeiros da Faria Lima e o Primeiro Comando da Capital, o temido PCC. A importante investigação, que completa um ano, infelizmente sumiu das páginas dos jornais e do noticiário da rádio e televisão. O sumiço talvez se justifique em função das ligações dos barões da mídia com os poderosos banqueiros, hoje associados, e também da publicidade milionária dos bancos e fintechs nos veículos de comunicação.

A operação, que reuniu cerca de 1.400 agentes, cumpriu mandatos de busca e apreensão e de prisão em São Paulo, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná, Rio de Janeiro e Santa Catarina. A força-tarefa contou com a participação de membros do Ministério Público Federal, Receita Federal, Agência Nacional de Petróleo, Polícia Civil e Polícia Militar de São Paulo, Procuradoria-Geral do Estado e Secretaria de Estado da Fazenda, além de diferentes unidades do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado).

Rede movimentou R$ 52 bilhões

Ao todo, 16 criminosos foram denunciados por envolvimento em um esquema de adulteração de combustíveis, falsidade documental, fraudes contra o consumidor, crimes fiscais e lavagem de dinheiro. Segundo o Ministério Público, os denunciados deveriam ser integrados e financiados uma organização criminosa focada no desvio de metanol, na adulteração de combustíveis e na lavagem dos valores obtidos com as atividades ilícitas. Ainda de acordo com as investigações, o grupo atuava em diferentes etapas da cadeia de produção e distribuição de combustíveis.

Na ocasião, a Receita Federal apurou que uma rede de 1.200 postos movimentou mais de R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024, mas pagou apenas R$ 90 milhões (0,17%) em impostos. Para lavar o dinheiro do esquema, o grupo usou 40 fundos com patrimônio de R$ 30 bilhões, administrados pelas operadoras da Faria Lima. O nome da operação policial, Carbono Oculto, foi escolhido para traduzir, de maneira metafórica, a ideia de dinheiro escondido dentro da cadeia de combustível, em alusão tanto ao elemento químico presente na gasolina e no diesel quanto ao ato de esconder recursos ilícitos nas instituições de pagamento e nos fundos de investimentos.

Fintechs controladas pelo crime organizado

A força-tarefa envolve a atuação de chefões do PCC e conexões com outras organizações criminosas. “Conforme o Ministério Público, os grupos mantêm vínculos permanentes ou eventualmente para viabilizar atividades econômicas ilícitas e inserir recursos de origem criminosa na economia formal. A estratégia, segundo os investigadores, permite que o dinheiro ganhe com as atividades ilegais circulasse por empresas e setores da economia regular, incluindo o mercado de combustíveis e o sistema financeiro”, descrevendo a reportagem da CNN-Brasil.

“As investigações apontaram ainda que parte das movimentações financeiras atribuídas ao grupo que passa por fintechs controladas pelo crime organizado. Segundo os responsáveis ​​pela apuração, essas instituições tinham entre seus principais clientes do setor de combustíveis. a origem e o destino dos movimentos avaliados pelo grupo e dificultar a atuação dos órgãos de fiscalização e investigação”.

O processo contra os 16 denunciados segue na Justiça, mas a mídia infelizmente esqueceu do caso. Os abutres financeiros da Faria Lima são gratos!

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