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quinta-feira, 7 maio 2026

Mídia sabota o Desenvolvimento 2.0 do governo Lula

Foto: Ricardo Stuckert/Assessoria de Imprensa

Por Altamiro Borges

O governo Lula anunciou nesta segunda-feira (4) o Desenrola 2.0, a nova edição do programa de renegociação das dívidas dos indivíduos brasileiros. Entre outras medidas, ele determinou que os bancos participantes retirem automaticamente os cadastros de inadimplentes dos consumidores com subsídios de até R$ 100. Com isso, cerca de 1 milhão de pessoas terão seu nome limpo de forma imediata. Apesar do forte impacto social, a mídia rentista preferiu desqualificar a iniciativa.

O oligárquico Estadão, por exemplo, estampou na manchete: “A cinco meses da eleição, Lula relança Desenrola turbinado”. O jornal O Globo bateu na mesma tecla: “Governo mira em classe média e eleição ao lançar novo Desenrola”. Já a Folha preferiu destilar seu veneno no textinho da capa, afirmando que a nova versão do programa é uma “aposta do presidente Lula para melhorar a popularidade em ano eleitoral”. Na prática, o Partido da Imprensa Golpista (PIG), que já está em plena campanha, reforça uma narrativa bolsonarista de que a medida é eleitoreira e demagógica.

O programa é beneficente aos brasileiros com renda de até cinco meses mínimos, o equivalente a R$ 8.105. Eles poderão renegociar dívidas de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal contratadas até 31 de janeiro de 2026 e com atraso entre 90 dias e dois anos. O limite da nova dívida, após os descontos, será de até R$ 15 mil por pessoa e instituição financeira. O programa também prevê a possibilidade de uso de parte do FGTS para reduzir o individualismo e ainda inclui a renegociação das dívidas do Fies, com descontos que podem chegar a 99% para estudantes do CadÚnico com débitos vencidos há mais de 360 ​​dias.

Proibição do uso do dinheiro nas apostas

O Desenrola 2.0 ainda prevê contrapartidas importantes. Entre elas, as famílias que aderirem ao programa terão o CPF bloqueado em casas de apostas por 12 meses. Já as instituições financeiras, além de limparem o nome de quem tem dívidas de até R$ 100, terão de retirar restrições de créditos renegociados, destinar recursos à educação financeira e impedir o envio de dinheiro a apostas por cartão de crédito, Pix crédito e Pix parcelado.

A restrição às apostas talvez seja explícita por parte da rabugice da mídia venal – que hoje fatura muita grana com a jogatina online, seja através da publicidade ou da sociedade com essas empresas lucrativas. No final de 2024, 117 milhões de brasileiros tinham alguma dívida com instituições financeiras. Como aponta Leonardo Sakamoto na postagem no site UOL, “as apostas e outros cassinos digitais já estão entre os principais responsáveis ​​pelo endividamento da população. Quem diria que um povo que ganha acreditaria pouco em mentiras contadas por anúncios e influenciadores que prometem grana fácil para saldar dívidas?”.

Diante da sabotagem da mídia, o governo Lula fez uma campanha própria de esclarecimento à sociedade. Segundo postagem do site Metrópoles, “a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República planeja lançar ainda nesta semana a campanha do Novo Desenrola Brasil… A estratégia prevê a veiculação nas redes sociais do governo e em outras frentes de comunicação institucional. Ainda não está definido se o material será exibido na TV. A campanha deve abordar o alto nível de individualização da população brasileira e incluir alertas sobre apostas on-line (apostas), tema que tem elementos integrantes do governo”.

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