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terça-feira, 11 junho, 2024

México defende integração econômica inclusiva na UE-Celac 

Bruxelas (Prensa Latina) O México defendeu nesta segunda (17) a integração econômica inclusiva e sustentável, com justiça social, na mesa de negócios da cúpula UE-Celac em Bruxelas.

Esta rodada abordou, entre outros, a questão das matérias-primas críticas, eletromobilidade e transição digital.

A chanceler mexicana, Alicia Bárcenas, falou na cerimônia de encerramento e destacou o financiamento ao desenvolvimento sustentável como algo muito importante para a América Latina e o Caribe.

Ele pediu que os chamados títulos verdes sejam incorporados aos fundos de financiamento criados para atrair recursos do mercado de capitais para projetos de desenvolvimento ambiental.Exortou a recuperar a auto-suficiência sanitária e a criar capacidades para produzir medicamentos e vacinas com base no sucesso e na aprendizagem da experiência europeia em matéria regulatória.

Em relação à eletromobilidade e matérias-primas críticas, ele propôs aumentar a colaboração para continuar o que já conquistamos em um campo tão importante no qual as empresas europeias na América Latina e no Caribe desempenham um papel significativo.

Ele explicou que o crescimento do comércio entre a América Latina e o Caribe e a Europa aumentou 65%, passando de 176 bilhões de euros para 291 bilhões em 2022.

No entanto, as relações comerciais entre as nossas duas regiões, embora tenham duplicado entre 2001 e 2020, não ultrapassaram as estabelecidas com a China e a nossa região, que se multiplicaram 20 vezes no mesmo período.

Ele considerou que esta é a oportunidade de reaproximar a Europa da América Latina e do Caribe depois de oito anos sem se encontrar.

Para nossa região, não é viável nem aceitável que sejamos apenas uma pedreira de recursos naturais, condenada ao extrativismo e ao fornecimento de alimentos baratos e mão de obra pouco qualificada. Isso não é aceitável.

Não é plausível manter um modelo que concentre riqueza e conhecimento ou que tenhamos essas brechas de desigualdade em nossa região e que poucos tenham acesso aos direitos sociais. Isso não pode ser, enfatizou.

Ele estimou que a rota entre a Europa e a América Latina e Caribe deve ser percorrida em conjunto porque temos um compromisso social muito semelhante: queremos superar a desigualdade e fazê-lo de forma sustentável.

Na Celac, disse Bárcenas, estabelecemos algumas prioridades como região, sem dúvida autossuficiência sanitária, autossuficiência alimentar e energética, são três níveis de autossuficiência que nossa região pode e deve alcançar.

O México, afirmou, está muito empenhado em conseguir esta relação entre a Europa e a América Latina e Caraíbas e num cenário geopolítico de rápida evolução, de alinhamentos estratégicos complexos, onde temos de combinar a cooperação com o financiamento, com atores muito mais abertos, incluindo privados, concluiu o chanceler mexicano.

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