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terça-feira, 27 fevereiro, 2024

Manifesto de dor e lágrimas pelo Apocalipse em Gaza

Fotos reprodução da internet

Emiliano José

Não quero chorar.

Choro.

Escapam-me atrevidas e insidiosas, as lágrimas.

Choro pelas crianças do mundo, as crianças sem comida.

Sem abrigo.

Cessam as lágrimas.

Choro por dentro d’alma.

Não paro de chorar.

Mais e mais, pelas crianças de Gaza.

As mortas, despedaçadas pelas bombas de Israel e EUA.

Quase 10 mil mortas pelos bombardeios incessantes dos dois países terroristas, correspondentes à força de duas bombas atômicas de Hiroshima e Nagasaki.

As tantas crianças sufocadas, destroçadas pelos escombros, encobertas pelas cinzas de Gaza, cujos pequenos corpos jamais serão encontrados, cujos pais, se vivos, jamais poderão sequer enterrar os filhos, direito ancestral negado pelo terrorismo israelense-norteamericano.

Choro pelas crianças a tremer, olhos esbugalhados, sem saber qual destino a humanidade lhes reserva, se reserva algum.

Choro pelas mulheres desfiguradas e mortas em Gaza, subtraídas as possibilidades de ter uma pátria, de viver um amor, desfrutar dos filhos, dos pais, dos avós.

Pelas mulheres sobreviventes, a chorar, chorar lágrimas de sangue.

Choro pelos combatentes, quaisquer, do Hamas seja, caídos sob as balas e escombros, dignidade de uma luta a  caminho de 80 anos.

Dignidade semelhante à dos vietcongs.

À da resistência argelina.

À da resistência francesa.

À luta de Sierra Maestra.

Choro.

Os terroristas de Israel e EUA dedicam-se a um dos maiores morticinios da história.

A uma tentativa bestial de limpeza étnica.

O sionismo presta-se a isso.

Apocalipse.

Nunca na história recente se matou mais de 100 funcionários da ONU.

Nenhuma guerra matou tantos jornalistas.

Nem destruiu tantos hospitais.

Tantos médicos, tantos profissionais de saúde.

Falam, Israel e EUA, em eliminar o Hamas.

Mas a pretensão é outra: acabar com a nação palestina.

Maior parte da Faixa de Gaza, já destruída.

Escombros.

Nem comida, os terroristas de Israel e EUA deixam entrar.

Nem água.

Nada.

Triste é assistir a ONU de mãos atadas pelos vetos dos dois estados terroristas.

Triste assistir à inércia dos grandes países diante de tal massacre.

Triste isso continue a ocorrer sob o Natal.

Que comemoração é possível fazer?

Nesse dia há o simbolismo do nascimento de uma criança na Palestina.

A criança no massacre ou é morta ou não pode nascer.

Indignado.

Sigo caminhando.

Não posso parar de lutar, pequena seja minha importância.

Choro.

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