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sábado, 15 junho, 2024

Lula insiste em moeda comum durante cúpula do Mercosul na Argentina

Buenos Aires, 4 de julho (Prensa Latina) O protagonismo do presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva qualificou a abertura hoje na Argentina da LXII Cúpula do Mercado Comum do Sul (Mercosul), ao defender a criação de uma moeda comum para a região .

O presidente, que recebeu a presidência pro tempore da entidade de seu colega local, Alberto Fernández, especificou na reunião no nordeste de Puerto Iguazú que aperfeiçoará este mecanismo durante sua gestão para que seja “uma moeda regional de referência específica para comércio regional.” , diz Página/12.

Lula, que esclareceu que os referidos meios financeiros “não afetarão as moedas nacionais”, coincidiu com o ministro da Economia argentino, Sergio Massa, que pediu avanços no uso das moedas locais no comércio, durante reunião na véspera com contrapartes e manchetes dos bancos centrais da entidade.

“O uso de moedas locais -foi abundante o título local e o candidato à Presidência- evita que sejamos reféns de choques externos e nos dá maior capacidade de desenvolvimento econômico, ainda mais quando os temas de segurança alimentar e energética fazem parte da agenda global dos próximos dez anos”.

Massa lembrou a esse respeito que esta região e este bloco têm um papel central na produção de proteínas e no fornecimento de energia.

Por seu lado, a secretária de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda, Tatiana Rosito, garantiu que os membros do Mercosul “buscarão promover o uso de moedas locais no comércio bilateral entre os países do bloco”.

Lula da Silva prometeu ainda “concluir um acordo com a União Europeia, outro dos objectivos vitais desta Cimeira, “que – sublinhou – deve ser equilibrado”.

“Não temos interesse em assinar nenhum documento que nos condene ao papel eterno de exportadores de matérias-primas”, esclareceu, comunicado em que foi antecedido pelo presidente argentino em seu discurso de posse.

Fernández apelou a “preservar os interesses” da região e a relançar um acordo “equilibrado” com a União Europeia, que reverta o pacto “desigual” promovido pelo governo de Mauricio Macri.

“Para a Argentina, o Mercosul é a sua plataforma de saída para o mundo, o seu principal instrumento de integração internacional”, sublinhou o presidente argentino, citado pelo Página/12).

Esta 62.ª Cimeira é a primeira realizada presencialmente nos últimos quatro anos, depois da de 2019, após a qual as restantes reuniões foram realizadas por videoconferência, devido à pandemia de Covid-19.

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