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terça-feira, 21 maio, 2024

Juiz argentino aceita pedido dos EUA para apreender avião venezuelano

Vista do Boeing 747-300 registrado com o número YV3531 da companhia aérea venezuelana Emtrasur no aeroporto internacional de Córdoba, Argentina, 6 de junho de 2022. (Foto: AFP)

Hispantv – Apesar de tantos protestos da Venezuela, a justiça argentina acata o pedido dos EUA para apreender o avião venezuelano retido em Buenos Aires.

O juiz argentino Federico Villena ordenou nesta quinta-feira a apreensão do avião cargueiro venezuelano que está retido há dois meses no aeroporto internacional de Ezeiza.

Na resolução, à qual o Infobae teve acesso, o magistrado autorizou “uma avaliação inicial, que incluirá a inspeção mecânica, a inspeção do local de depósito e a assinatura de contratos de depósito e manutenção pelo pessoal do USMS (sigla em inglês dos US Marshals Serviço) e a empresa contratada para o efeito”.

Villena também ordenou a busca do avião para apreender uma série de provas que já foram acrescentadas ao processo que ele está tramitando em seu tribunal.

Para atingir esse objetivo, o juiz autorizou o Diretor Executivo do Centro de Análise, Comando e Controle da Polícia de Segurança Aeroportuária (CEAC), Comissário Superior Maximiliano Lencina, “com a expressa colaboração e participação” do adido jurídico da Secretaria Federal de Investigação (FBI, na sigla em inglês) dos EUA na Argentina.

Venezuelanos protestam para exigir a devolução do avião apreendido | HISPANTV
Venezuelanos protestam para exigir a devolução do avião apreendido | HISPANTV
Mais de mil venezuelanos se manifestaram em Caracas (capital) para manifestar seu protesto contra o confisco do avião venezuelano pela Argentina.

Um Boeing 747 venezuelano entrou na Argentina no dia 6 de junho vindo do México, fazendo escala na Venezuela, para transferir carga para uma empresa automotiva, e dois dias depois decolou para ir ao Uruguai para reabastecer, mas pousou novamente no aeroporto argentino. a cidade de Ezeiza, em Buenos Aires, porque o país vizinho não permitiu seu desembarque.

As petroleiras argentinas também não reabasteceram o avião, sob o pretexto de que a aeronave era de propriedade da empresa iraniana Mahan Air, sancionada pelos EUA desde 2011, sem saber que havia sido vendida para a Venezuela. Alguns dias depois, um juiz ordenou que os passaportes da tripulação —cinco iranianos e 14 venezuelanos— fossem retidos e impedidos de deixar o país no âmbito de um caso infundado de possíveis ligações ao terrorismo internacional.

No início deste mês de agosto, a Justiça argentina anulou a proibição de sair do país e autorizou a saída de 12 dos 19 tripulantes do avião. No entanto, decidiu manter ainda quatro iranianos e três venezuelanos, considerando que ainda há elementos a investigar.

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A nova decisão da Justiça argentina ocorre enquanto no mesmo dia desta quinta-feira deputados venezuelanos compareceram à embaixada argentina em Caracas (capital venezuelana) para exigir a devolução do avião “seqüestrado”.

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