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sábado, 2 março, 2024

Israel e uma falsificação histórica

Palestina tem perdido paulatinamente suas faixas de terra determinadas pela Organização das Nações Unidas (ONU). / Imagem: Blog Nocaute

Da redação de Pátria Latina                                                                                                                                                                                        Você, como uma pessoa inteligente, consegue conceber que na região entre o Continente Africano e o Sudoeste Asiático tenha surgido ‘por geração espontânea’ uma tribo (império) poderoso, formado por pessoas de pele, cabelos e olhos claros, quase arianos, que… sumiram ?! … e que no ano de 1967 do século XX voltam para tomar um território que julgam lhes pertencer?

Nenhuma discussão sobre o Oriente Médio está completa (inteligível) sem levar em consideração o livro ‘A Invenção do Povo Judeu’, do escritor israelense Shlomo Sand – Independent on Sunday.

Basta observar que as mais de 25.000 vítimas (especialmente crianças) assassinadas por Israel nesses últimos 100 dias eram palestinas com cabelos escuros e olhos escuros. No entanto as jovens israelenses entrevistadas por ocasião do bombardeio do Hamas eram majoritariamente de cabelos e olhos claros, tez branca (quase arianas), nada tendo a ver com os hebreus e israelitas citados na Bíblia.

Shlomo Sand (historiador e pesquisador israelense, judeu, professor da Universidade de Tel Aviv) desvendou esta discrepância !

_Judeus Sefaraditas: conformam uma minoria demográfica, de relativamente baixa representatividade e influência (política e econômica) dentro das estruturas de poder judaicas _ tanto no Estado de Israel quanto na Diáspora. Pode alegar uma descendência provável dos hebreus bíblicos, aqueles judeus expulsos pelo  imperador romano Tito Augusto (ano 70 a.C.), iniciando assim a Diáspora, seu caminhar pela Espanha e pelas outras partes do Mar Mediterrâneo e da Europa.                                                                                                                                                                                                                      _Judeus Asquenazim: na sua maior parte possuem cabelos e olhos claros, tez branca (autênticos arianos), em nada têm a ver com os hebreus israelitas da bíblia: descendem dos kázaros, povo euroasiático de origem no Cáucaso, que nos séculos VII, VIII e IX conseguiram conformar um magnifico império de vasta extensão, mas descentralizado, por tratar-se de um povo eminentemente nômade e poderoso. Os kásaros eram governados por um rei chamado genericamente de El Khagan, que de sua cidade de Itil, à beira do Mar Cáspio, no Século 700a.c. tomou uma medida revolucionária, sem precedentes históricos, única: determinou que os kásaros se converteriam em massa ao Judaismo _ como uma estratégia para frear as pressões e perseguições que sofriam por parte dos cristãos e muçulmanos.

                                                                                                         “Essa enorme falsificação da História por parte do movimento universal sionista foi utilizada como uma arma para fundar e manter com altíssima violência o Estado de Israel” _ Shlomo Sand, em ‘A invenção do povo judeu’

 “… uma etnia fictícia ! Quero me demitir e deixar de ser judeu” _ Shlomo Sand, em ‘Como deixei de ser judeu’

Ainda segundo as investigações do historiador Shlomo , “Nunca houve um ‘povo judeu’, senão unicamente uma ‘religião judaica’. E o ‘Exilio’ jamais ocorreu, de maneira nunca poderia haver o ‘regresso’, indicando que se tratam de ficções e mitos que serviram como desculpa para o estabelecimento do Estado de Israel”

A maior parte dos judeus do Estado de Israel, da Europa (Inglaterra) e dos Estados Unidos são de origem Asquenazi. Seus antepassados nunca estiveram na Palestina, mas mesmo que estivessem, a ONU determinou que não haveria guerra de ocupação !

Fico feliz que intelectuais como Karl Marx, Rosa Luxemburgo, Carlo Rosseli, Noam Chomsky, Shlomo Sand, Norman Finkelstein, e muitos outros herdeiros próximos ou distantes de uma tradição judaica tenham emergido como inspiração moral de libertação e igualdade entre os homens!

Divulgar, já que os livros de Shlomo Sand, Filkenstein, Peter Frandsen…dificilmente serão encontrados.

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