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quarta-feira, 22 maio, 2024

‘Injustificada demonstração de força’, diz Argentina sobre manobras britânicas nas Ilhas Malvinas

© REUTERS / Marcos Brindicci

Sputnik – A chancelaria da Argentina repudiou nesta segunda-feira (18) “nos termos mais contundentes” a realização de exercícios militares nas Ilhas Malvinas por parte do Reino Unido.
“A Argentina critica nos termos mais contundentes a realização dessas manobras militares no território argentino ilegitimamente ocupado“, diz o comunicado da entidade.

Neste contexto, sublinhou que a decisão de Londres constitui “uma injustificada demonstração de força e um deliberado afastamento dos apelos das numerosas resoluções das Nações Unidas e de outros organismos internacionais, que exortam tanto a Argentina como o Reino Unido a retomarem as negociações, a fim de se encontrarem uma solução pacífica […] para a questão das Ilhas Malvinas”.

As manobras militares por parte do Reino Unido ocorrerão entre 18 e 29 de abril com objetivo de “demonstrar a habilidade do pessoal do contingente militar britânico nas Ilhas Malvinas para coordenar e reunir recursos para um exercício em grande escala”.
Dos exercícios participam, entre outros, “forças britânicas estacionadas nas Ilhas Malvinas, pertencentes ao Regimento do Duque de Lancaster junto à ilegítima Força de Defesa das Ilhas, em conjunto com forças da Marinha Real e da Força Aérea Real”, especificou a chancelaria argentina.
Além disso, afirmou que a presença militar britânica no território insular se “opõe categoricamente à permanente vontade da República Argentina de resolver a controvérsia por meios pacíficos, em conformidade com o direito internacional e as resoluções pertinentes das Nações Unidas”.

“O governo argentino reafirma mais uma vez sua soberania sobre as Ilhas Malvinas, Ilhas Geórgia do Sul e as Sandwich do Sul e os espaços marítimos circundantes que fazem parte integrante do território nacional da República Argentina, os que, estando ilegitimamente ocupados pelo Reino Unido da Grã-Bretanha e da Irlanda do Norte, são objeto de uma disputa de soberania, reconhecida pelas Nações Unidas”, reiterou Buenos Aires.

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