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domingo, 23 junho, 2024

Haiti celebra cerimônia de Bois Caiman, gênese da Revolução

Porto Príncipe, 14 de agosto (Prensa Latina) O Haiti comemora hoje o 232º aniversário da cerimônia de Bois Caiman, gênese da revolta escrava que levou à independência do país caribenho, a primeira nação negra livre do mundo.

Em 14 de agosto de 1791, os quilombolas se reuniram em Morne Rouge para uma cerimônia política e religiosa liderada por Boukman, um escravo da Jamaica que trabalhava na fazenda Clément em Acul-du-Nord, no norte do país.

Uma semana após o encontro, nas primeiras horas de 23 de agosto, Boukman invadiu a plantação de seus escravizadores, apropriou-se da propriedade e assassinou Clément.

Em poucos dias, a insurreição se espalhou por toda a planície norte do Haiti, à qual se juntaram dez mil escravos armados, que fracassaram no outono diante de Cap-Français (atual Cabo Haitiano), capital da colônia.

No entanto, nesses poucos meses, o levante devastou 200 engenhos de açúcar e 1.200 fazendas de café, além de libertar 15.000 escravos e tirar a vida de cerca de 1.000 colonos.

Boukman foi morto pelas tropas francesas em 7 de novembro de 1791 em seu acampamento em Acul-du-Nord, após resistir por cerca de dez dias. Para impressionar a população escrava, as autoridades coloniais queimaram seu corpo e colocaram sua cabeça em uma lança em Cap-Français, mas não conseguiram intimidar os revolucionários e a insurreição continuou sob o comando de Jean-François, Biassou e Toussaint Louverture.

Dois anos depois, em agosto de 1793, a escravidão foi abolida em Saint-Domingue e, em 1º de janeiro de 1804, foi proclamada a independência do Haiti.

Para esta segunda-feira, as associações vodu haitianas organizaram uma série de atividades que comemoram a data e o pacto de sangue dos escravos conspiradores.

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