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quarta-feira, 22 maio, 2024

Guerrilha denuncia descumprimento do governo no cessar fogo bilateral

Adital

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia – Exército do Povo (Farc-EP) manifestam sua preocupação frente ao que seria um crescimento das operações militares em diferentes áreas do país, que, recentemente, tiraram a vida de quatro guerrilheiros e capturaram duas guerrilheiras feridas. Além disso, essas operações ameaçam tornar insustentável o cessar fogo unilateral decretado pela guerrilha a partir de 20 de julho de 2015. Em comunicado, as Farc denunciam que as operações militares são contrárias ao espírito do acordo, denominado “Agilizar em Havana e abrandar na Colômbia”, firmado pelas partes, em 12 de julho.

Para o alto comando da guerrilha, o descumprimento por parte do governo do compromisso de corresponder com gestos equivalentes de desaceleração militar constitui um precedente negativo, que afeta a confiança e a credibilidade adquiridas pelas partes na Mesa. Por esse motivo, informa que foram dadas instruções à sua Delegação de Paz para que convoque, de maneira urgente, os representantes dos países garantidores, Cuba e Noruega, e dos países acompanhantes, Venezuela e Chile, com o objetivo de informá-los detalhadamente sobre a situação militar que se vive nas distintas áreas do país.

Igualmente, considera de suma urgência que sua delegação se reúna com o enviado especial do Governo dos Estados Unidos, Bernard Aronson, com o comissário do governo alemão, Tom Koenigs, vem como o enviado especial da União Europeia, Eamon Gilmore, também com o objetivo de deixá-los cientes das dificuldades que a cada dia tornam mais insustentável o cessar fogo unilateral por parte das Farc-EP.

“A situação de pressão militar contra as guerrilhas em trégua em nada corresponde aos avanços obtidos em matéria dos acordos, e com o ambiente de tranquilidade que se respira nas regiões, como pode ser constatado com a recente jornada eleitoral. Tampouco é condizente essa situação com os recentes pronunciamentos presidenciais em torno da possibilidade de alcançar um cessar fogo bilateral antes da assinatura do acordo final.”, apontam as Farc.

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