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quinta-feira, 29 fevereiro, 2024

Governo e movimento indígena do Equador voltam às mesas técnicas

Quito (Prensa Latina) O governo do Equador e o movimento indígena voltarão hoje às mesas técnicas em busca de consenso sobre os temas da agenda em que estão trabalhando após a greve nacional.

Para este dia, está previsto o diálogo sobre “Desenvolvimento Produtivo”, correspondente ao quadro três.

Em seguida, serão instaladas as palestras sobre Energia e Recursos Naturais, Direitos Coletivos, Segurança e Justiça, Saúde e Emprego, Direitos Trabalhistas e Ensino Superior.

As negociações começaram em 13 de julho, em cumprimento ao Ato da Paz assinado entre as partes em 30 de junho, que encerrou 18 dias de protestos contra medidas neoliberais do Executivo e por respostas a demandas populares.

Em pouco mais de um mês, o progresso não foi significativo, apesar dos sinais de boa vontade.

Até agora foram abordados os temas Focalização do subsídio aos combustíveis, Banco público e privado e Controlo de preços e especulação, dos quais apenas o segundo chegou a acordos concretos.

Enquanto isso, as discrepâncias nos outros dois pontos mantêm as conquistas em zero, embora tenha havido aproximações.

O governo estima que há avanços nas negociações, que contam com o apoio da Conferência Episcopal Equatoriana como mediadora.

Por sua vez, o movimento indígena, representante de outros setores sociais, considera que há falta de vontade política para dar respostas a problemas de anos, levantados no documento das 10 questões à administração, há mais de um ano, que desencadearam as manifestações. As mesas de diálogo técnico têm um prazo de 90 dias para chegar a acordos sobre as demandas.

Inicialmente, as partes estabeleceram cinco dias para avaliar e obter soluções para cada questão a ser tratada, porém, os prazos não foram cumpridos.

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