La Paz, 7 de julho (Prensa Latina) As feridas raciais que os cidadãos bolivianos tentaram curar foram reabertas quando a ala direita encenou um golpe contra o povo no final de 2019, disse hoje o candidato do Movimento para o Socialismo (MAS) Luis Arce.
‘Nenhum deles se deteve na mensagem de paz e amor ao próximo do cristianismo, nem na vontade ecumênica de todas as raças oprimidas do mundo’, lembra Arce em seu artigo ‘O racismo é uma Justificativa para a Exploração’.
Segundo o também ex-ministro da Economia, a luta contra o racismo foi um dos pilares com os quais o governo do Movimento ao Socialismo (MAS) promoveu a desestruturação do Estado colonial.
O confronto contra todas as formas de manifestação deste flagelo durante 14 anos pelo executivo chefiado pelo Presidente Evo Morales foi vital neste processo de descolonização, juntamente com a despatriarcalização, enfatizou.
Arce lembrou que a Lei nú 045 contra o racismo e todas as formas de discriminação, promulgada em 8 de outubro de 2010 por Evo Morales, ‘tinha e pretende estabelecer mecanismos para a prevenção e punição’ de tais atos, em conformidade com a Constituição e os Tratados Internacionais.
O professor explicou que o Estado Plurinacional da Bolívia é um projeto que reúne agências estatais, organizações e setores sociais, tradicionalmente separados das decisões e benefícios da civilização.
Entre estes últimos ele colocou povos indígenas, afro-bolivianos, mulheres, idosos, pessoas com deficiência, a população LGBTI, pessoas vivendo com HIV-AIDS, migrantes e outros grupos em situações vulneráveis.
O candidato ao MAS criticou os Estados Unidos pelo assassinato de George Floyd, que ‘destacou a profunda desigualdade que existe dentro daquele país, a mesma desigualdade imposta pelas políticas de seu governo nos países que ataca, sufoca e pressiona’.


