Após uma reunião com ativistas e líderes comunitários ligados aos Comitês de Defesa da Revolução (CDR), o intelectual destacou que a nação caribenha enfrenta um momento crucial com o bloqueio do petróleo imposto por Washington.
“Pode haver um apagão, como de fato há, mas todo um projeto político abraçado pelo povo cubano, após anos de tirania sob (Fulgencio) Batista (1952-1958), que transformou o país em bordéis para a máfia dos Estados Unidos, será encerrado”, enfatizou ele.
Em relação à classificação de Cuba como uma ameaça à segurança dos EUA, Betto expressou sua convicção de que a maior ameaça à segurança global, incluindo a dos Estados Unidos, é Donald Trump. “Esse homem é um ditador nato; ele se imagina como Aníbal, imperador do mundo. Mas a história lhe ensinará: ele está errado.”
Ele citou exemplos históricos de resistência contra as forças imperiais, como o Vietnã, “um povo pobre e camponês que derrotou a força militar mais poderosa da humanidade”, observou.
O autor do livro “Fidel e a Religião” acrescentou que esta administração dos EUA não conseguirá sufocar a Revolução Cubana, que se tornou um “projeto político libertador”.
“Você conhece bem a história deste país. É um momento difícil, mas devemos seguir em frente, guiados por nossas convicções, nossa fé e nosso compromisso.”
Ele também destacou a crescente solidariedade internacional, expressa em mobilizações que denunciam o cerco dos EUA, bem como a coleta e o envio de alimentos e medicamentos para a ilha caribenha: “As pessoas estão indignadas com essa arrogância dos Estados Unidos, de Trump, que quer sufocar a Revolução Cubana”, concluiu.