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sábado, 25 abril 2026

FMI reitera exigências para que Argentina desembolse outros empréstimos

Buenos Aires, 22 de julho (Prensa Latina) O Fundo Monetário Internacional (FMI) reiterou nesta terça(22) suas exigências ao governo argentino, alertando-o de que precisa aumentar as reservas no Banco Central, implementar mais flexibilidade cambial, aprofundar as reformas e fortalecer sua frente externa.

Os repetidos pedidos constam de um relatório com sugestões, recomendações e alertas para diversos países, divulgado pelo FMI nesta terça-feira. No caso da Argentina, o FMI os exige antes de liberar um empréstimo de US$ 2 bilhões, segundo diversos veículos de comunicação.

Esse valor faz parte de um pacote de US$ 20 bilhões que o governo Javier Milei solicitou à instituição de crédito, que emitiu uma prescrição para que o empréstimo fosse distribuído em parcelas.

Tais demandas pressionam ainda mais o governo de Javier Milei, já sob forte pressão devido à instabilidade do mercado interno, à baixa captação e retenção de dólares, apesar de uma série de medidas massivas e infrutíferas, e ao declínio no volume geral de exportações.

A organização enfatizou que a balança de transações correntes da Argentina encerrou 2024 com um déficit de 0,5% do PIB. Nesse sentido, sugeriu que a Argentina precisa de um superávit de 1,4% devido à “fraca cobertura de reservas e à falta de acesso aos mercados internacionais”.

Em seu relatório, que aumenta a pressão sobre o poder executivo, o FMI sustenta que a posição externa em 2024 era mais fraca do que o nível implícito nos fundamentos econômicos de médio prazo e nas políticas desejáveis, e enfatizou que as reservas internacionais líquidas permanecem “criticamente baixas”.

“A avaliação externa está sujeita a uma incerteza excepcionalmente alta e depende da implementação de reformas estruturais que impulsionem a competitividade e a produtividade”, enfatiza a instituição em seu documento.

Como possíveis respostas políticas, o FMI propõe a implementação sustentada do programa de desembolso de longo prazo recentemente aprovado, a fim de “manter uma balança comercial forte, atrair investimento estrangeiro direto, recuperar o acesso ao mercado e salvaguardar a sustentabilidade externa”.

Mas, na realidade, o executivo da Milei não conseguiu atingir essas metas, e não há sinais de que isso aconteça, pelo menos no curto ou médio prazo.

Até agora, ele só conseguiu fechar o déficit fiscal implementando um ajuste severo que significou a paralisia do investimento público, cortes consideráveis em programas sociais, educação, assistência médica, retenção de salários, pensões e verbas alocadas às províncias.

E ele alerta que “uma taxa de câmbio real mais forte poderia ser justificada desde que as ambiciosas reformas estruturais em andamento gerassem maior produtividade e competitividade”.

Por enquanto, o setor não conseguiu decolar o suficiente para superar a queda do ano passado, e medidas recentes como a livre abertura das importações — com o objetivo de baixar os preços e, assim, agradar o eleitorado — também não ajudam, pois estão atingindo o setor manufatureiro nacional, diminuindo seu potencial de aumento de produtividade e competitividade.

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