Havana, 6 de agosto (Prensa Latina) A poucos dias do 99º aniversário de seu nascimento, o legado de Fidel Castro, líder histórico da Revolução Cubana, continua presente hoje em cada canto onde se luta por um mundo mais justo.
Desde o triunfo da Revolução em 1º de janeiro de 1959, Fidel Castro redefiniu o papel de Cuba no cenário internacional.
Em meio à Guerra Fria, quando muitos países pequenos foram absorvidos pelas esferas de influência das grandes potências, a nação caribenha escolheu seu próprio caminho: o da independência, da soberania e da solidariedade ativa com os povos em luta.

Foto AP
Seu discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas em 1960, onde denunciou as práticas neocoloniais e a dominação econômica das potências ocidentais, marcou uma virada na participação dos países em desenvolvimento no sistema multilateral.
Durante 267 minutos, Fidel Castro expôs com veemência as contradições da ordem internacional e exigiu justiça para os povos oprimidos.
Mas, além das palavras, o líder histórico transformou princípios em ações, como evidenciado por seu apoio resoluto às lutas de libertação nacional na África. De Angola a Moçambique, passando pela Guiné-Bissau, Etiópia e África do Sul, ele enviou médicos, educadores, engenheiros e combatentes em missões internacionalistas.


Nelson Mandela, após sua libertação, visitou Havana em 1991 e declarou: “Os cubanos fizeram pela África o que nenhum outro povo fez. Vocês podem se orgulhar de terem participado de um processo histórico que contribuiu para a libertação do nosso continente.”

Fidel Castro (E) com Josip Broz Tito
visitando Brijuni, na Croácia, em 1976.
Foto: Museu de História da Iugoslávia/Belgrado


