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terça-feira, 16 abril, 2024

Festa entre os pilantras bolsonaristas e da Vaza Jato: Paulo Henrique Amorim morreu

Paulo Henrique Amorim: O Brasil perde um grande jornalista e o Pátria Latina o seu bravo e aguerrido colaborador.

A notícia me foi passada logo cedo pelo meu filho Eduardo.

De imediato liguei para amigos jornalistas em Brasília, Rio e São Paulo e todos ainda não sabiam até que o G1 deu a informação que gostaríamos que não fosse verdade e sim mais um dos inúmeros boatos diários que infesta as redes sociais e no caso de PHA, ele tinha muita gente que gostaria de vê-lo morto para assim se livrar das suas críticas arrasadoras. (Valter Xéu).Image result for paulo henrique amorim

Ele tinha um jeito especial de tratar a noticia

Emiliano José

Paulo Henrique Amorim era jornalista. Que cultivava a coragem, principal virtude de quem está na arena pública. Dizer jornalista hoje não é pouco. Daqueles que ousava afrontar o Rei e todos os poderosos. Que corria atrás da verdade, utopia de quem leva a profissão a sério. Jantei com ele e sua mulher Geórgia, na casa deles em São Paulo.

Um jeito muito especial de tratar a notícia, bom de manchete, frases curtas, fez do seu Conversa Afiada uma faca amolada, excepcional, simples, bem humorada, experiência singular  de combate a desmandos, ao golpe de 2016, à eleição do atual presidente.

A Record, com sua submissão a Bolsonaro, tirou-o agora do Domingo Espetacular, que apresentava havia anos. Publicava meus textos com frequência. Era mandar e ele me respondia: vou subir já. E subia. Certa feita, mandei um texto longo sobre a Base de Alcântara. “Isso é pra Coimbra.   Diminua.” Publicou a matéria devidamente reduzida. Veio a Salvador e fez uma concorridíssima conferência de apoio à minha candidatura a deputado federal. Perco um amigo. O Brasil perde um raro jornalista. (E Pátria Latina o seu colaborado – Valter Xéu).

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