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quarta-feira, 24 julho, 2024

Federação de universitários denuncia que Macri provoca demissões de estudantes

Adital

Consultado sobre o decreto presidencial que dispõe sobre a revisão dos convênios entre universidades e os ministérios o presidente da Federação Universitária de Buenos Aires (Fuba), Julián Asiner, afirma que, “ao dar de baixa nos convênios, o governo de [Mauricio] Macri [presidente argentino] converterá precarização trabalhista em demissões, afetando milhares de jovens que foram empregados sob essa modalidade”. Asiner diz ademais que, “da mesma forma que ocorre com as 20 mil demissões no Estado, o novo governo se vale da precarização herdada do governo anterior para avançar em demissões massivas e indiscriminadas”.

Julián Asiner.

O titular da Fuba, que é, por sua vez, militante da UJS – a juventude do Partido Operário – denuncia que “tampouco o macrismo foi alheio a esses métodos contratuais precários, instaurados sob o kirchnerismo. Nossa Federação denuncia, por exemplo, a existência de centenas de trabalhadores do Governo da Cidade que figuram como ‘monitores’ da Faculdade de Economia da UBA [Universidade de Buenos Aires]”.

“Um dos patrocinadores desses convênios, o ex-decano José Luis Giusti, da Franja Morada [agrupamento político universitário], também é denunciado por enriquecimento ilícito e desvio de fundos no Hospital das Clínicas, foi recentemente incorporado ao governo de [Horacio] Rodríguez Larreta [atual chefe de Governo da Cidade de Buenos Aires]. Giusti é um dos novos laranjas do PRO [aliança política de centro-direita]”, sentencia Asiner.

O presidente da Federação estudantil informa que “a Fuba convoca, para esta quinta-feira, 18 de fevereiro, uma Assembleia de Estudantes Despedidos na Faculdade de Ciências Sociais. “Levantamos centenas de casos, que podem ser acrescentados com a ‘revisão’ de convênios que o governo estabeleceu até o dia 29 deste mês. Vamos reclamar à UBA e a outras universidades que tornem públicos os convênios vigentes. Nossa proposta é que, em todos os casos em que se demonstre uma relação de trabalho continuada no tempo, o que corresponde não são demissões, mas a imediata transferência para o quadro permanente de todos os companheiros. Isto é terminar com a precarização e a discricionariedade, mas de forma positiva”, assinala Asiner.

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