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terça-feira, 16 junho 2026

Fascismo e capital (II)

Emiliano José 

O fascismo não é fenômeno passageiro.

O mundo testemunha isso.

Vou insistir: é filho dileto do capital.

É de enorme valia para situações de crise.

Verdade: às vezes, o capital se divide.

Aconteceu em algumas ocasiões.

Teatro do nascimento, velha Europa.

Mussolini aparece como solução para a crise capitalista.

Ele, não Hitler, tocou as trombetas, anunciou a barbárie.

Só olhar a Itália do princípio dos anos 1920.

Irrompiam com impressionante força as contradições capitalistas sob o imperialismo, já analisado por Lênin.

No mesmo continente, começa o fenômeno nazista, a despontar vigorosamente no início dos anos 1930.

Na Itália, Mussolini encarna, unindo talento e violência, o papel de guarda pretoriana do capital,. especialmente num primeiro momento, do capital agrário.

Os grandes proprietários, quando não se envolvem diretamente, abrem a burra para financiar os progroms contra os camponeses.

As hordas fascistas eram sanguinárias, e isso não é fruto de nenhuma tentação panfletária.

Era uma espécie de vingança diante do crescimento dos comunistas, e aí pagavam lideranças camponesas e mulheres e crianças e até parlamentares.

Exemplar o caso de Giacomo Matteotti, deputado comunista barbaramente assassinado pelos fascistas em 1924, a mando direto de Mussolini, como ele próprio admitiu.

À frente da imprensa fascista, Il Duce, como ele se autointitulou após chegar ao poder, tentava qualificar a violência daqueles progroms ou quaisquer outras das hordas sob comando dele, como “cirúrgicas”.

Dizia ser resposta à violência dos vermelhos, como chamava os comunistas.

Quando nas noites, no campo italiano, camponês e família ouviam barulho de um caminhão, era como a morte batesse à porta.

#odioviolenciafascisno

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