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terça-feira, 18 junho, 2024

Faculdade da Universidade do Chile rompe vínculos acadêmicos com Israel

Santiago do Chile, 22 de maio (Prensa Latina) A Faculdade de Filosofia e Humanidades da Universidade do Chile é hoje a primeira entidade de ensino superior aqui a romper relações acadêmicas com seus pares israelenses, em repúdio ao genocídio contra o povo palestino.

A decisão foi adotada no contexto da tomada da sede por estudantes que protestavam contra o massacre cometido pelo exército de Tel Aviv, especialmente em Gaza, que já ceifou a vida a mais de 35 mil pessoas, na sua maioria mulheres e crianças.

Um comunicado da reitoria daquela faculdade, divulgado nas redes sociais, anuncia a suspensão do acordo de cooperação assinado em 1999 com o Centro Internacional de Ensino Universitário da Cultura Judaica e o Instituto de Ciências Judaicas da Universidade Hebraica de Jerusalém.

Também é revogado um acordo de 2015 com o Instituto para o Estudo Global do Antissemitismo e da Política para desenvolver atividades acadêmicas conjuntas em relação a esta área específica de estudos.

“O nosso desejo de concretizar a cessação dos acordos assinados corresponde à nossa exigência de um cessar-fogo imediato, para que a operação militar contra a população civil em Gaza e nos outros territórios da Palestina seja encerrada”, afirma o texto.

Em seu relato na rede X, a presidente da Federação Estudantil da Universidade do Chile, Catalina Lufín, descreveu o rompimento dos laços com a Universidade Hebraica de Jerusalém como histórico.

Ele lembrou que o anúncio acontece depois de seis dias em que estudantes acamparam na universidade desta capital.

“Com a frase enfática “condenamos o extermínio da população civil palestina”, a Faculdade de Filosofia e Humanidades torna-se, de forma inédita, a primeira entidade universitária a dar um sinal claro sobre o genocídio na Palestina”, escreveu a deputada Ana María Gazmuri.

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