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O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou nesta quinta-feira (28) que o Departamento de Estado classificou o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como “terroristas globais especialmente designados”.
Nas redes sociais, o secretário afirmou as organizações criminosas são as mais violentas do Brasil cuja influência se estende por toda a região e, inclusive, nos EUA.
“Hoje, classifiquei essas organizações como Organizações Terroristas Estrangeiras [FTO] e Terroristas Globais Especialmente Designados [SDGT]. O governo Trump continuará usando todas as ferramentas disponíveis para proteger nossos interesses de segurança nacional e negar financiamento e recursos aos narcoterroristas”, declarou ele.
Na prática, a FTO (sigla em inglês) dá aos EUA poder de prender e processar quem apoia esses grupos e de proibir entrada de membros no país, além de deportar associados, aumentar cooperação policial e de inteligência.
Já a classificação SDGT (sigla em inglês) possibilita que os EUA congelem bens e contas, bloqueiem transferências financeiras, proíbam empresas e cidadãos americanos de negociar com esses grupos entre outros poderes.
Washington também pretende enquadrar as facções brasileiras como “organizações terroristas estrangeiras”, segundo comunicado do Departamento de Estado, entrará em vigor em 5 de junho.
Ontem (25), Rubio encontrou-se com o pré-candidato à presidência, o senador Flávio Bolsonaro, que declarou ter feito tal solicitação ao governo do presidente Donald Trump e que esta foi a principal pauta da reunião com Rubio, que durou cerca de 30 minutos.
O governo brasileiro já se posicionou contrário a classificação das organizações como grupo terrorista, pois abriria margem para intervenções estadunidenses no país, como operações militares como ocorreram em outros países.
Mais cedo, o senador também passou pelo Departamento de Estado dos EUA, onde se reuniu com o vice-secretário de Estado, Christopher Landau, e com Darren Beattie, assessor especial do governo Trump para assuntos relacionados ao Brasil.
Flávio afirmou que a viagem ocorreu após receber um convite para ir à Casa Branca, que não foi confirmado oficialmente. Na terça-feira (26), o senador esteve com o presidente Donald Trump.




