Por Nara Romero Rams
Aquele momento marcou o início do governo do primeiro-ministro Abiy Ahmed, que promoveu uma economia mais diversificada, resiliente e orientada para o mercado, deixando para trás um modelo liderado pelo Estado, destacou o gabinete do primeiro-ministro por ocasião do aniversário.
Antes de 2018, o desempenho econômico do país era limitado por desafios estruturais, incluindo a baixa criação de empregos, a fraca diversificação das exportações e a forte dependência de empréstimos externos.
O modelo de Industrialização Liderada pelo Desenvolvimento Agrícola expandiu a produção agrícola, mas não foi suficientemente orientado para a ação, não explorou o potencial do setor e não gerou renda rural suficiente para impulsionar a indústria.
As exportações do setor manufatureiro permaneceram abaixo de três bilhões de dólares durante anos, enquanto os parques industriais operaram com integração limitada à economia nacional.
O modelo anterior também contribuiu para as vulnerabilidades macroeconômicas, uma vez que os grandes investimentos em infraestrutura financiados por meio de empréstimos externos não conseguiram gerar divisas suficientes, aumentando a pressão da dívida, enfatizou a fonte.
Desde 2018, a agricultura tem sido um pilar central desse esforço, alcançando a autossuficiência em trigo e emergindo como o maior produtor africano desse cereal até o ano fiscal de 2024-2025.
A diversificação de culturas expandiu-se significativamente, juntamente com o rápido crescimento da pecuária e da agricultura de alto valor agregado.
Entretanto, a produção anual de ovos atingiu 9,4 bilhões, a produção de leite aproximadamente 13 bilhões de litros e a produção de carne aumentou quase dez vezes.
Além disso, a sustentabilidade ambiental também tem sido um foco fundamental, com a Iniciativa Legado Verde resultando no plantio de mais de 48 bilhões de mudas e na recuperação de 12,5 milhões de hectares.
A cobertura florestal aumentou de 17% em 2019 para 23% em 2025, o que ajudou a reduzir a erosão do solo e a melhorar a produtividade agrícola.
Na indústria, a política passou a priorizar Zonas Econômicas Especiais integradas que fortalecem os vínculos entre manufatura, logística e serviços.
O número de investidores aumentou de 36 em 2018 para mais de 200, sendo que os empresários nacionais representam quase 65%. A produção voltada para a exportação nessas áreas continua a se expandir, resultando em maior apoio à comercialização.
Outro avanço significativo foi observado no setor de mineração, que se reposicionou como um importante motor de crescimento, com a produção de ouro atingindo quase 39 toneladas. O setor gerou aproximadamente US$ 3,5 bilhões em receitas de exportação em 2024-2025, representando mais de 45% do total das exportações.
A transformação digital e as reformas do setor financeiro aceleraram ainda mais as mudanças econômicas. As assinaturas de telefonia móvel aumentaram de 37,9 milhões para 87,9 milhões, enquanto os serviços financeiros móveis agora atendem a mais de 58 milhões de usuários, com transações que ultrapassam 7,5 trilhões de birr (mais de US$ 48,138 bilhões).
O tema urbano expandiu-se juntamente com essas reformas, com investimentos em infraestrutura, habitação e desenvolvimento integrado de corredores que melhoram a funcionalidade e a competitividade de mais de 50 cidades em todo o país.
Embora ainda existam desafios, as reformas lançam as bases para um crescimento sustentável e inclusivo.
O gabinete do primeiro-ministro etíope afirmou que o período de reformas conduziu o país a uma maior autossuficiência e a uma trajetória de crescimento mais diversificada, com progressos alcançados apesar dos desafios significativos, demonstrando um grande potencial para o desenvolvimento contínuo.