Foi nesse “espírito científico” de absoluta abertura intelectual que resolvi assistir à entrevista com a mulher trans e deputada federal Erika Hilton, exibida em março deste ano.
Mas, ouvindo com atenção, me pareceu que a deputada não estava falando daquela senhora que vende bolo depois do culto para arrecadar dinheiro para o encontro dos jovens. Nem do rapaz que chega cedo para abrir a igreja, ligar ventilador e passar pano no salão antes do início da celebração. Não era uma crítica à fé popular. E ainda bem. Porque atacar a fé do povo brasileiro seria uma estratégia tão inteligente quanto vender aquecedores residenciais em Manaus.
E, apesar de tudo, saí menos pessimista do que entrei.