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segunda-feira, 26 fevereiro, 2024

Equador sofre crise fiscal, mas FMI dá avaliação positiva

Quito, 5 dez (Prensa Latina) O Equador sofre hoje uma grave crise fiscal, reconhecida pelo novo governo de Daniel Noboa, embora paradoxalmente o Fundo Monetário Internacional (FMI) tenha dado ao país uma avaliação positiva pelo cumprimento dos acordos.

Um relatório do organismo financeiro indica que a nação sul-americana cumpriu com sucesso os principais objetivos traçados no início

do contrato de crédito, assinado durante o mandato de Lenín Moreno, em 2020, e renovado dois anos depois com Guillermo Lasso.

Para o actual ministro da Economia e Finanças, Juan Carlos Vega, o programa com aquela instituição foi relevante porque foi aprovado em plena pandemia e com ele evitou-se que a economia caísse numa crise profunda.

Da mesma forma, o proprietário destacou o valor de ter uma avaliação positiva do FMI nas actuais circunstâncias, “onde dada a delicada situação fiscal, o país mais uma vez necessita de maior financiamento das organizações de crédito multilaterais”.

Em suma, a economia equatoriana está em apuros, sem liquidez para pagar os salários do sector público, mas o FMI aplaude e a actual administração também.

Na véspera, o ministro Vega explicou perante a Assembleia Nacional (Parlamento) que o Executivo só tem 184 milhões de dólares no Tesouro e pagamentos em atraso de 2.872 milhões de dólares.

O ex-chefe da Economia, Marco Flores, lembrou em suas redes sociais que a dolorosa situação fiscal do país não vem do nada, tem culpados diretos.

“Uma verdadeira desgraça deixada ao país pelos neoliberais crioulos que durante seis anos consecutivos submeteram a economia às suas políticas destrutivas de “casa em ordem”, mas que está fiscalmente em ruínas”, comentou o especialista.

Um editorial divulgado esta terça-feira pela rádio Rádio Pichincha aponta como as declarações das atuais autoridades indicam que os objetivos do acordo com o FMI foram cumpridos e agora não resta senão endividar-se um pouco mais ou muito mais ter nova avaliação favorável em 2024. .

“Sendo assim, a lei económica urgente enviada por Noboa à Assembleia não teria a aprovação do FMI porque está tudo maravilhoso. Então, por que mais reformas? Em suma, somos assim, como éramos nas décadas de oitenta e noventa, sempre que o FMI nos aplaudiu pelas medidas da longa e triste noite neoliberal”, afirma o texto.

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