Quito, 13 fev (Prensa Latina) Representantes de várias organizações internacionais começam hoje nesta capital um seminário dedicado à luta do Equador contra os paraísos fiscais.
‘Para uma agenda fiscal internacional baseada nos direitos e na igualdade: fim dos paraísos fiscais e por um órgão tributário intergovernamental dentro da ONU’ é o título da oficina que reunirá, por dois dias, acadêmicos e especialistas em temas de economia e desenvolvimento social na sede do Ministério de Relações Exteriores e Mobilidade Humana.
A convocação da chancelaria indica que o encontro propicia o diálogo entre o Governo do Equador, organizações sociais, equatorianas, latino-americanas e internacionais, políticos e ativistas de nível mundial, para consolidar uma aliança global contra o fluxo ilícito de capital e por um organismo interovernamental nas Nações Unidas.
Entre os organizadores doEVENTO
estão: a Rede Latino-americana sobre Dívida, Desenvolvimento e Direitos, Aliança Global pela Justiça Fiscal, Financial Transparency Coalition, a Rede da Justiça Fiscal da América Latina e Caribe e a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento.
A lista inclui membros da Oxfam (confederação internacional de 17 organizações não governamentais nacionais que realizam trabalhos humanitários em 90 países), a Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal) e Jubileu 2000 Rede Equador, instituições pelo fim dos paraísos fiscais e pela criação de um organismo global que propicie sua eliminação.
Sobre os centros financeiros extra-territoriais, o chanceler do Equador afirmou em várias ocasiões: ‘há que chegar a um verdadeiro consenso mundial, de vontade política, para que possamos encarar o problema; os paraísos fiscais são uma verdadeira vergonha no século XXI’.
Em diversos cenários internacionais, o chefe da diplomacia equatoriana disse que um valor equivalente a 30% do PIB, um terço da economia, está escondido nessas instituições.
Considera-se que, em nível mundial, 7.6 trilhões de dólares estejam ocultos em paraísos fiscais e segundo a Oxfam, na região, 32 milhões de pessoas poderiam sair da pobreza se fossem pagos os impostos sobre uma parte desse capital, equivalente à quantidade de pessoas mais carentes da Bolívia, Colômbia, Equador, El Salvador e Peru.


