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sábado, 20 julho, 2024

Equador: Governo diz que a violência está diminuindo, cidadãos discordam

Quito, 15 de junho (Prensa Latina) O Governo do Equador garantiu hoje que o número de mortes violentas diminuiu 31% em todo o país este ano, mas os cidadãos discordam desta melhoria na segurança.

Os Ministérios do Interior e da Defesa, através de comunicado divulgado este sábado, salientam que a diminuição dos homicídios nas primeiras 24 semanas do ano se deve às operações realizadas no âmbito do estado de emergência e ao apoio do Presidente Daniel Noboa.

“Este resultado vem acompanhado do trabalho realizado na cidade de Manta, que está há oito dias sem mortes violentas, um acontecimento inédito em todo o ano de 2024”, indica a nota oficial.

Além disso, destacam que apreenderam quase três toneladas de drogas que representam um impacto no crime organizado de aproximadamente 200 milhões de dólares.

O pronunciamento surge depois de o Tribunal Constitucional ter declarado na véspera o decreto do estado de emergência em sete províncias do país como inconstitucional por falta de argumentos que o justificassem.

Segundo o Governo, a instituição judicial afasta-se assim da linha firme que o Governo assume e aponta que isso pode limitar a atuação do Bloco de Segurança.

Na Espanha, numa reunião com migrantes esta sexta-feira, o presidente Noboa informou que os homicídios diminuíram no Equador de 200 para 110 semanalmente.

No entanto, persistem queixas sobre a falta de segurança e os meios de comunicação locais relatam constantemente acontecimentos violentos.

Comerciantes da cidade equatoriana de Guayaquil, na província de Guayas, saíram às ruas na véspera para exigir segurança diante da onda de violência naquela cidade costeira.

Nesta quinta-feira, dois taxistas foram assassinados enquanto trabalhavam em diferentes pontos de Guayas.

Até o necrotério de Guayaquil desabou devido ao elevado número de cadáveres que recebeu em meio à onda de violência, conforme reconheceu o Serviço Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses do Equador.

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