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sábado, 22 junho, 2024

Equador exige fechamento de isqueiros na Amazônia

Quito, 5 de junho (Prensa Latina) Ativistas ambientais e comunidades indígenas do Equador mobilizaram-se hoje diante do Tribunal Constitucional para exigir o encerramento de 400 queimas de gás na Amazônia.

Membros de diversas comunidades amazônicas exigiram o cumprimento da decisão que obriga o Governo a eliminar os isqueiros naquela região.

Os manifestantes rejeitaram as recentes declarações do Ministro responsável pela Energia e Minas, Roberto Luque, na Comissão de Biodiversidade da Assembleia Nacional, onde indicou que 145 isqueiros foram eliminados.

Da mesma forma, os participantes na manifestação que teve lugar no âmbito do Dia Mundial do Ambiente, denunciaram que o governo de Daniel Noboa não está a cumprir as disposições, causando graves problemas ao ecossistema e à saúde dos habitantes da zona.

Na semana passada, um grupo de jovens fez um jejum para dar mais visibilidade ao caso das tochas utilizadas pela indústria do petróleo na região amazônica.

Segundo o coletivo No More Lighters, atualmente há mais isqueiros na região do que quando foi emitida a decisão para apagá-los, há 30 meses, e afirmam que há chamas que podem atingir até 12 metros de altura.

A estatal Petroecuador, entidade responsável pela extinção das chamas, anunciou a eliminação de 145 dos 424 que existiam em 2022, e há algumas semanas garantiu que entre 2024 e 2026 eliminará outros 93.

Na véspera, o ministro Luque visitou a província de Orellana para verificar o plano de paralisação.

É fundamental cumprir o que foi decidido pelo Tribunal Provincial, nosso objetivo é proporcionar condições ótimas para melhorar a qualidade de vida dos habitantes da Amazônia, afirmou Luque.

O advogado Pablo Fajardo, representante dos grupos ambientalistas e atingidos, destacou que inicialmente havia 447 isqueiros, alguns foram desligados, mas o gás não foi utilizado, mas foi redirecionado.

Para a coordenadora da Aliança pelos Direitos Humanos, Vivian Idrobo, o descumprimento da decisão causa danos profundos à Amazônia, aos seus habitantes, mas também afeta a democracia e o Estado de Direito.

Pesquisas indicam que a queima de gás em flares é um dos processos de extração de petróleo que mais contribui para a crise climática devido às emissões de metano, um gás de efeito estufa mais potente que o dióxido de carbono (CO2).

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