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terça-feira, 21 abril 2026

Equador é um narcoestado, afirma Rafael Correa

Montevidéu (Prensa Latina) O Equador é um narcoestado, afirmou o ex-presidente Rafael Correa em entrevista coletiva publicada  neste sabado (21).

O ex-presidente afirmou que o tráfico de drogas se infiltrou nas estruturas do Estado, no sistema judiciário, nas forças de segurança, no sistema político e no setor financeiro.

O enfraquecimento do Estado foi deliberado. Instituições-chave, especialmente na área da segurança, foram desmanteladas. Prisões, por exemplo, foram entregues a organizações criminosas, disse ele ao Diario La R.

Quando o crime organizado tem a capacidade de influenciar decisões políticas, quando há lavagem de dinheiro em larga escala, quando as instituições não conseguem controlar o território, estamos diante de um narcoestado, destacou ele.

Questionado sobre o envolvimento do presidente Daniel Naboa, ele respondeu:

“Estou convencido de que sim. E não sou só eu. Há coincidências demais. As drogas são exportadas em contêineres ligados ao seu ambiente de negócios.”

Tornei essas alegações públicas. Elas são sérias, mas baseadas em fatos, acrescentou ele.

Em relação aos processos judiciais contra ele, Correa declarou-se prisioneiro político.

“Fui condenado num processo repleto de irregularidades, baseado num conceito absurdo como ‘influência psíquica'”, afirmou ele.

Não há provas concretas. A principal acusação baseia-se num alegado suborno de 6.000 dólares, que na verdade se tratava de um empréstimo pessoal, devidamente documentado e já liquidado, observou ele.

“As provas foram fabricadas, os depoimentos manipulados e as opiniões de especialistas independentes negadas. É uma armação”, afirmou ele.

O ex-presidente visitou o Uruguai para conceder entrevistas para seu programa de streaming, “Conversando com Correa”.

Fizemos contatos muito interessantes e realizamos reuniões importantes, como com a vice-presidente Carolina Cosse, a quem sou profundamente grato pelo seu tempo e disponibilidade, disse ele.

Ele também entrevistou Lucía Topolansky e a vice-presidente Carolina Cosse e teve uma reunião com o presidente da Frente Ampla, Fernando Pereira.

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