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Postado em 14/06/2019 9:08

Empresa operadora de petroleiro danificado no golfo de Omã desmente ataque de torpedo

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© REUTERS / TASNIM NEWS AGENCY

O diretor da empresa operadora de um dos dois petroleiros que foram atacados no golfo de Omã desmentiu a possibilidade de um ataque de torpedo, anunciou a mídia japonesa.

O diretor da empresa Kokuka Sangyo, Yutaka Qatada, declarou em uma coletiva de imprensa em Tóquio que, durante o segundo ataque, os tripulantes do navio-tanque viram um “objeto voador” e que, por isso, não podia ter sido um torpedo, informou a Kyodo.

“Atualmente, a situação é estável, não há perigo de o navio se afundar. Enquanto nessa zona for permitida a navegação, nós, com o consentimento da tripulação, continuaremos a navegar”, disse o diretor da empresa.

Ele sublinhou que houve dois ataques. Na segunda vez, os tripulantes notaram um “objeto voador”, o que exclui a possibilidade de ter sido um torpedo. Qatada disse ainda que o navio-tanque está sendo rebocado para os Emirados Árabes Unidos.

De acordo com ele, todos os tripulantes voltaram ao petroleiro e estão recuperando o fornecimento de eletricidade a partir do sistema de reserva.

Em resultado do ataque, um dos 21 tripulantes ficou ligeiramente ferido. A carga e o combustível não foram afetados.

Anteriormente, a empresa taiwanesa CPC havia declarado que o petroleiro Front Altair, que transportava combustível do Oriente Médio, foi “possivelmente atingido por um torpedo”.

O Centro de Segurança da Marinha Mercante da Grã-Bretanha, controlado pela Marinha Real, advertiu que houve um incidente no Golfo de Omã, a 45 km da costa do Irã, apelando à vigilância.

A mídia iraniana e árabe informou na quinta-feira que os petroleiros Front Altair e Kokuka Courageous foram atacados no golfo de Omã.

Os ataques resultaram em explosões e incêndios nos navios. Os membros da tripulação do Front Altair foram evacuados para o Irã. Os marinheiros do petroleiro Kokuka Courageous, alugado pela companhia de navegação japonesa Kokuka Sangyo, foram levados para o destróier de mísseis Bainbridge da Marinha dos EUA. O petroleiro transportava metanol para Singapura.

De acordo com o proprietário de um dos petroleiros, havia 11 russos a bordo do Front Altair, nenhum dos quais foi ferido. Os Estados Unidos acusam o Irã do que aconteceu.

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