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quarta-feira, 22 maio, 2024

Cuba reenvia para a ONU resolução contra o bloqueio econômico dos EUA

Havana (Prensa Latina) Cuba tem o direito de viver sem o bloqueio econômico dos Estados Unidos, afirmou o chanceler Bruno Rodríguez, ao anunciar que em novembro seu país apresentará novamente o projeto de resolução para pôr fim a essa política.

Em um vídeo em sua conta no Twitter, o ministro especificou que pela 30ª vez o país caribenho levará à Assembleia Geral das Nações Unidas a proposta de acabar com esse cerco, que só causou danos nos primeiros 14 meses do governo de Joseph Biden. Seis bilhões 364 milhões de dólares.

Isso dificulta nosso desenvolvimento e priva o país de renda que poderia ser usada para o bem-estar de nosso povo, observou Rodríguez, destacando que Washington persiste em ignorar as demandas da comunidade internacional e apertou o bloqueio a níveis sem precedentes.

“Foi uma política fracassada no objetivo de subverter a ordem constitucional em Cuba, mas causa carências, dores e sofrimentos injustificáveis às famílias cubanas, ao limitar o acesso a alimentos, remédios, combustível e outros bens essenciais”, enfatizou o diplomata da ilha.

Acrescentou que causa danos reais e significativos aos direitos humanos de cubanos e de terceiros países.

A esse respeito, comentou que a designação unilateral e fraudulenta de Cuba como Estado patrocinador do terrorismo reforça o impacto dissuasivo e intimidador dessa política de asfixia econômica, cuja marcada natureza extraterritorial afeta os vínculos legítimos estabelecidos por governos, entidades, bancos e empresários com a nação caribenha e seus cidadãos residentes no exterior.

O ministro das Relações Exteriores também denunciou que o governo dos Estados Unidos acompanha essa indignação com operações de desinformação e desestabilização em direção à maior das Antilhas.

O bloqueio coloca o país do norte em profundo isolamento internacional, gera descrédito e desperta a profunda rejeição dos povos do mundo, observou o ministro.

A apresentação do projeto de resolução está prevista para os dias 2 e 3 de novembro, e será a 30ª vez que a comunidade internacional se pronunciou sobre o assunto, voto que sempre foi favorável à ilha.

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