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sexta-feira, 23 janeiro, 2026

Cuba oferece provas de que a guerra dos EUA contra as drogas é uma “farsa”

O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez

HispanTV – Cuba denuncia o indulto concedido pelo governo Trump ao ex-presidente hondurenho e afirma que a medida comprova que a guerra dos EUA contra as drogas “é uma farsa”.

O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, criticou no sábado o indulto concedido pelo presidente dos EUA, Donald Trump, ao ex-presidente hondurenho Juan Orlando Hernández, que foi condenado em março de 2024 a 45 anos de prisão por tráfico de drogas, posse ilegal de armas e ligações com o narcotraficante mexicano Joaquín “El Chapo” Guzmán.

“O indulto concedido ao ex-presidente hondurenho Juan Orlando Hernández demonstra que a guerra declarada pelo governo dos EUA contra o narcotráfico é uma farsa”, afirmou Rodríguez em sua conta na rede social X.

Argumentando que o indulto busca justificar o custoso destacamento naval dos EUA no Mar do Caribe e a ameaça de agressão militar contra a Venezuela, o ministro das Relações Exteriores cubano enfatizou que “essas ações envolvem execuções extrajudiciais em águas internacionais, em grave violação do Direito Internacional”.

“Isso demonstra a cumplicidade do governo dos EUA e de suas agências com o vasto mercado de drogas que assassina centenas de milhares de cidadãos daquela nação”, concluiu ele.

O ministro das Relações Exteriores de Cuba alertou que a concentração de forças navais americanas no Caribe poderia provocar violência e instabilidade na região.

Na véspera das eleições presidenciais em Honduras, em 30 de novembro, Trump anunciou que concederia “um perdão total e completo ao ex-presidente Juan Orlando Hernández, que foi tratado, segundo muitas pessoas que respeito muito, de forma muito severa e injusta”.

Hernández foi extraditado para os EUA em abril de 2022, sob a acusação de ter recebido milhões de dólares de traficantes de drogas, incluindo “El Chapo”, para financiar campanhas eleitorais em troca de facilitar a entrada de mais de 500 toneladas de cocaína em território americano.

Desde agosto passado, Washington enviou vários navios de guerra, um submarino nuclear e milhares de militares para o Caribe, supostamente para combater o terrorismo.

Por sua vez, o governo venezuelano rejeitou qualquer ligação com os cartéis de drogas, acusando os Estados Unidos de promoverem a mudança de regime na Venezuela com o objetivo final de “apoderar-se do petróleo, gás, ouro e todos os recursos naturais do país”.

Além disso, o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, enfatizou que, apesar de semanas de “agressão imperialista” e “guerra psicológica”, o povo consolidou um “poder de consciência” e uma força política, social e militar para enfrentar essas ameaças.

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