15.5 C
Brasília
terça-feira, 11 junho, 2024

Crônicas políticas sobre a América Latina na Feira do Livro de Quito

Quito, 10 de junho (Prensa Latina) Eleições, crises políticas e protestos são alguns dos temas discutidos em “O que é a América Latina hoje? Crônicas Políticas”, um dos títulos apresentados na Feira do Livro de Quito (FILQ 2024), evento que continua até hoje.

Em sala lotada do Centro de Convenções Metropolitano da capital equatoriana, o autor do texto, o jornalista e sociólogo argentino Marco Teruggi, falou sobre o livro, que reúne dois anos de trabalho em uma dezena de países da região.

Segundo explicou, tudo começou na Colômbia, quando fazia parte da equipe de campanha da então candidata à vice-presidência Francia Márquez, e termina na Guatemala, em janeiro deste ano, com a posse de Bernardo Arévalo.

Na América Latina tudo se move, há mais crises do que momentos de estabilidade e atualmente a região é palco de testes de projetos pós-neoliberais, comentou o escritor, que também se referiu ao papel dos Estados Unidos na geopolítica da região.

Teruggi nos leva pela mão através de uma América turbulenta e desigual, comentou o professor universitário Miguel Ruiz durante a apresentação, enquanto Paulina Recalde, diretora da empresa de pesquisas Perfiles de Opinión, destacou que o autor toma partido mas permanece crítico.

O deputado equatoriano do movimento Revolução Cidadã Jahiren Noriega destacou que o livro, contado na primeira pessoa, chega a um importante momento de reflexão, pois se pensava que haveria uma segunda onda progressista no continente e agora “nós são mais heterogêneos.”

Em declarações à Prensa Latina, Teruggi afirmou que o livro certamente terá uma segunda parte porque faltam países essenciais, como Haiti, El Salvador, Panamá e outros que são fundamentais para a compreensão do continente.

Gostaria também de me dirigir aos Estados Unidos a partir de Miami, que é uma espécie de capital da direita continental, de onde se forjam as conspirações políticas, se irradia a cultura e se produz o jornalismo, indicou o escritor.

Na sua opinião, existe uma América Latina fora da América Latina e isso deve ser analisado.

Indicou que dedicou um capítulo a Cuba, escrito em março de 2023, onde aborda a realidade da ilha depois de conversar com os seus cidadãos e visitar instituições como um laboratório onde foi produzida a vacina contra a Covid-19, uma siderúrgica, a Casa de las Américas, entre outros.

“O que é a América Latina hoje? Crônicas Políticas” também será apresentado na próxima quarta-feira na Universidade Central do Equador.

A FILQ 2024 continuará até 16 de junho tendo a Colômbia como convidada de honra e na quarta-feira haverá um colóquio dedicado ao centenário de “La Vorágine”, obra-prima do colombiano José Eustasio Rivera.

ÚLTIMAS NOTÍCIAS