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domingo, 28 junho 2026

Confederação sindical argentina marcha contra políticas governamentais

Buenos Aires, 30 de abril (Prensa Latina) Na véspera do Dia Internacional do Trabalhador, sindicatos filiados à Confederação Geral do Trabalho (CGT) realizam nesfa qui9nta (30/04) uma grande marcha até a Praça de Maio para protestar contra as políticas econômicas do governo de Javier Milei. Eles também denunciam a atual situação do emprego, os baixos salários e o fechamento de empresas. Além disso, rejeitam a reforma trabalhista implementada pelo Executivo, que consideram prejudicial aos direitos dos trabalhadores.

A partir do meio-dia, os sindicatos começaram a se reunir no cruzamento das avenidas 9 de Julio e De Mayo em uma grande concentração e iniciaram a marcha por volta das 15h, horário local, com a participação de sindicatos, organizações sociais e grupos políticos de oposição.

Está também prevista uma homenagem ao Papa Francisco, para assinalar o primeiro aniversário da sua morte.

A direção da CGT, reunida na Plaza de Mayo em frente à Casa Rosada, lerá uma dura declaração contra o presidente Milei, que hoje viajou para o Atlântico Sul para visitar o porta-aviões USS Nimitz, em mais uma demonstração de alinhamento militar com o governo dos Estados Unidos.

No documento obtido pela Prensa Latina, a CGT destaca que uma Lei de Reforma do Trabalho, que priva os trabalhadores de seus direitos, está sendo debatida na justiça, e enfatiza que buscará todos os meios legais para defender as garantias da Constituição nacional.

Ele acrescenta que a maioria dos indicadores trabalhistas, econômicos e sociais reflete um declínio na qualidade de vida do povo argentino.

E ilustra que “a atividade econômica e o consumo apresentam quedas acentuadas, principalmente nos setores ligados à Indústria, Construção e Comércio. Não existem incentivos voltados para o crescimento da matriz produtiva, o que permitiria alcançar a virtuosa tríade do desenvolvimento, da produção e do trabalho.”

Ele critica o fato de que “apenas os benefícios de um seleto grupo de atores ligados à atividade financeira e especulativa são privilegiados”.

A CGT afirma que um modelo de desenvolvimento requer necessariamente inclusão e investimento público como pilar de uma estratégia para alcançá-lo.

Lembre-se que o país está sofrendo um fechamento massivo de empresas (de dezembro de 2023 a março de 2026, 24.180 estabelecimentos fecharam, segundo dados do Ministério do Trabalho), com uma escalada crescente do flagelo do desemprego e do trabalho informal, alerta ele.

Condena as políticas de ajustamento indiscriminadas que condenam a sociedade argentina a um estado sem precedentes de vulnerabilidade econômica, laboral e social.

A inflação continua a subir – consultores independentes preveem que poderá atingir os quatro por cento em abril – com um impacto severo no poder de compra dos salários, apesar da retórica oficial.

A declaração da CGT indica que seis em cada dez famílias argentinas têm dívidas, sejam bancárias ou informais, apresentando inadimplência crescente e urgente, enquanto o sistema de saúde se encontra em estado de emergência nacional.

Nesse aspecto – alerta ele – o governo está cortando o financiamento de organizações de assistência social administradas por sindicatos, reduzindo o Plano Abrangente de Assistência Médica para aposentados e pensionistas que, “além de receberem quantias de pensão irrisórias, enfrentam condições de atendimento cada vez piores, com falta de médicos, atrasos em consultas e problemas com a cobertura de medicamentos”.

Por fim, a CGT apela “para recuperar uma cultura de encontro e trabalho, como ensinou Francisco: ‘Abra-se para sonhar grande, mesmo que pareça impossível’”, e afirma que “o nosso horizonte é avançar rumo a um país socialmente justo, economicamente livre e politicamente soberano”.

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