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terça-feira, 16 abril, 2024

Colômbia: partidos denunciam assassinatos de líderes sociais

Bogotá, (Prensa Latina) Representantes de partidos políticos colombianos denunciaram hoje os assassinatos de líderes sociais neste país e chamaram uma marcha pela vida no próximo 26 de julho.

Em coletiva de imprensa, o senador Iván Cepeda, do Polo Democrático Alternativo, manifestou seu respaldo aos atos que terão lugar nesse dia em cidades de Colômbia e de diversos países do mundo para exigir que se detenham a criminalidade, a perseguição, as ameaças, os assassinatos de líderes sociais.

O senador Roy Barreira, do Partido Social de Unidade Nacional, expressou que a mencionada marcha será para exigir o respeito à vida de todos os colombianos.

Aos líderes sociais transmitimos-lhes que não estão sozinhos, os acompanhamos e os defendemos; aos assassinos que não se vale matar, que a vida é sagrada e serão perseguidos e castigados; referimo-nos também aos autores intelectuais, ao que mandam matar, apontou.

Aos agentes do Estado uma mensagem: se você é prefeito, governador, membro da força pública, sua dever é proteger a vida dos líderes sociais, zero cumplicidade com organizações criminosas, enfatizou.

Por sua vez, a senadora Aída Avella destacou que o movimento Colômbia Humana e o partido União Patriótica trabalham intensamente no país pela mobilização de 26 de julho.

Sentimos uma indignação total contra todos os crimes, mas os crimes contra as mulheres têm um impacto especial sobre a sociedade. Todos os genocídios são planificados e este genocídio contra os líderes e lideranças é planificado, assegurou.

Por sua vez, Victoria Sandino, do partido Força Alternativa Revolucionária do Comum, afirmou que ‘estamos comprometidos na mobilização, na defesa dos líderes e lideranças, de nossos colegas que assassinaram no território’.

O que está ocorrendo com os líderes tem que parar, exigimos ao Governo o cumprimento do pactuado em Havana, exigimos a posta em marcha da estratégia integral de segurança para as garantias do exercício político dos líderes sociais, de nossa militância, protestou.

Do partido Movimento Alternativo Indígena e Social, afirmou-se que ‘em Colômbia há um massacre sistemático de líderes sociais’.

Nas comunidades indígenas estamos padecendo, bem como os camponeses, as comunidades afro, os sindicalistas, os que defende o meio ambiente, o território, detalharam seus representantes.

Mais de 800 líderes foram assassinados desde 2016 neste país por defender os direitos das comunidades à vida digna, à preservação de seus territórios, à proteção dos ecossistemas, ao cumprimento do acordo de paz e à restituição de terras, conforme com informação divulgada.

Desde finais de junho último o Movimento Defendamos a Paz de Colômbia chamou uma mobilização para 26 de julho nas principais praças deste país e do mundo.

A convocação a sair às ruas tem lugar no meio de frequentes informes que fazem eco do assassinato de líderes sociais neste país.

Defendamos a Paz é um bloco plural integrado por ex-negociadores do processo de paz, ex-ministros, ex-constituintes, acadêmicos, congressistas, artistas, juristas e líderes de partidos políticos e de organizações sociais e de vítimas do conflito armado interno.

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