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sexta-feira, 5 dezembro, 2025

Classe média argentina sofre os impactos de uma economia recessiva

Buenos Aires, 7 de novembro (Prensa Latina) A classe média argentina está encolhendo e, hoje, seis em cada dez de seus membros dizem ter apenas o suficiente para sobreviver, segundo um relatório da Fundação Pensar sobre a queda no consumo e a crise do progresso.

Existe uma realidade no país hoje: 29 milhões de argentinos sentem que pertencem à classe média, mas apenas 20 milhões realmente pertencem, de acordo com este relatório e os de outras empresas de consultoria.

O relatório da Fundação Pensar analisa como esse segmento da população, historicamente um símbolo de coesão e mobilidade social, está passando por um profundo processo de transformação, em um contexto de incerteza econômica e mudanças culturais aceleradas.

Segundo o estudo, 63% dos argentinos tiveram que reduzir gastos ou atividades habituais, priorizando despesas essenciais como educação e saúde. O fenômeno do “consumidor sacrificial” está, portanto, substituindo o do “consumidor aspiracional”, marcando uma mudança em nossos tempos, conclui a Fundación Pensar.

Embora ainda conserve sua capacidade de resiliência, a classe média argentina enfrenta hoje uma erosão contínua de seu poder de compra e de sua confiança no futuro.

Mais da metade dos argentinos (55%) acredita que a classe média está diminuindo, e seis em cada dez dizem que seus empregos apenas lhes permitem “sobreviver, mas não progredir”.

Ainda assim, o trabalho, a educação e a estabilidade familiar continuam sendo os pilares que sustentam sua identidade, além da renda e das condições materiais.

Citado pela agência de notícias argentina Noticias Argentinas, Guillermo Oliveto, fundador da consultoria W, afirmou que a classe média historicamente esteve no centro da identidade nacional. Hoje, ela passa por uma transformação: continua aspiracional, mas sofre com a perda da segurança e da previsibilidade que antes a definiam.

Oliveto também destacou que o consumo se tornou um reflexo da fragilidade, da fruição à resistência, da ilusão ao esforço sem recompensa.

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