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sábado, 20 abril, 2024

Celso Amorim diz que fala de Lula sobre Israel ‘sacudiu o mundo’ e pode ajudar a solucionar conflito

Sputnik – Uma fonte da diplomacia israelense afirmou à CNN que, neste momento, não estão previstas medidas adicionais, como a suspensão de relações diplomáticas.

Em meio à polêmica em torno das declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a operação militar de Israel na Faixa de Gaza, o assessor para Assuntos Internacionais da Presidência da República, Celso Amorim, disse que a fala do mandatário “sacudiu o mundo”.

“A fala do Lula sacudiu o mundo e desencadeou um movimento de emoções que pode ajudar a resolver uma questão que a frieza dos interesses políticos foi incapaz de solucionar”, afirmou o ex-chanceler em mensagem enviada à Folha de S.Paulo.

No domingo (18), ao conceder uma entrevista coletiva no encerramento de sua viagem à Etiópia, o presidente brasileiro afirmou que o que está acontecendo com os palestinos aconteceu em outro momento da história, “quando Hitler resolveu matar os judeus“.
O comentário gerou forte repercussão em Tel Aviv com o chanceler israelense, Israel Katz, levando o embaixador do Brasil no país, Frederico Meyer, ao Yad Vashem, o Museu do Holocausto, e lá declarou em hebraico que Lula se tornou persona non grata. O movimento foi visto com a intenção de humilhar o embaixador.
O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, abre a sessão conjunta da Trilha de Sherpas e de Finanças do G20, no Palácio Itamaraty, em Brasília (DF). Brasil, 13 de dezembro de 2023 - Sputnik Brasil, 1920, 19.02.2024

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Em seguida, Lula convocou Meyer ao Brasil e o chanceler brasileiro, Mauro Vieirachamou o embaixador de Israel em Brasília, Daniel Zohar Zonshine.
Oficialmente, o Ministério das Relações Exteriores de Israel informou à CNN na manhã desta terça-feira (20) que não há mudança na posição e a posição anunciada por Tel Aviv ontem (19). Uma fonte da diplomacia israelense afirmou à mídia que, neste momento, não estão previstas medidas adicionais, como a suspensão de relações diplomáticas.
A campanha militar israelense deixou 29 mil palestinos mortos desde o ataque do Hamas em 7 de outubro. Do lado israelense, cerca de 1.330 pessoas foram mortas, segundo a AP News.

O ministro da Justiça da África do Sul, Ronald Lamola, e o embaixador da África do Sul nos Países Baixos, Vusimuzi Madonsela, comparecem ao Tribunal Internacional de Justiça (CIJ) antes da audiência do caso de genocídio contra Israel movido pela África do Sul, em Haia, em 11 de janeiro de 2024 - Sputnik Brasil, 1920, 20.02.2024

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