No comício na Cinta Costera, na Cidade do México, Jorge Guzmán, coordenador da Frente Nacional de Defesa dos Direitos Econômicos e Sociais (Frenadeso), declarou Herzog persona non grata, classificando-o como representante de um Estado genocida. Ele também condenou o governo local de José Raúl Mulino por ser subserviente e traidor, por receber um alto funcionário da nação que assassinou mais de 30.000 crianças palestinas e atacou traiçoeiramente outros países, como Líbano e Irã, com o apoio dos Estados Unidos.
Guzmán indicou que, diante de um Executivo subserviente, o Panamá se ergue como um povo digno, amigável e solidário, unido à causa de outros que lutam pela paz em sua região e no mundo.
“Destacamos o heroísmo do povo palestino, do Líbano, do Irã e de outros que resistem à agressão e demonstram ser capazes de defender seus recursos e sua soberania”, enfatizou.
Durante o dia, Herzog foi recebido no Palácio de las Garzas (sede do Executivo) por seu homólogo anfitrião, Mulino, para dar início às conversas bilaterais.
O objetivo do encontro é abordar questões-chave para o fortalecimento das relações bilaterais, incluindo a cooperação em áreas estratégicas como comércio, tecnologia, segurança e desenvolvimento.
Em seguida, Herzog partirá para a Costa Rica para participar da posse da presidente eleita, Laura Fernández.