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quinta-feira, 25 julho, 2024

DESEJO UM NATAL DE DÚVIDAS E UM ANO NOVO DE CRISES

 

Do grande poeta e amigo Crispiniano Neto, lá das bandas da Serra do Mel no Rio Grande do Norte, companheiro que não foge da luta e nem se esconde esperando a tempestade passar, recebi esse poema abaixo que publico em Papo do Dia. (Valter Xéu)

CARTÃO VIRTUAL DE NATAL 

 

Do poeta CRISPINIANO NETO

Um Natal de muitas dúvidas

Pra geração testemunha

Desse período da História

Aonde um bandido acunha

Em manobra e tapetões

Todas instituições

E nenhuma lhe desacunha.

Depois de um Natal de filas,

É bom que a gente analise

O que vem no ano novo…

E com a minha expertise

Vou desejar pra vocês

Um 2016

Repleto de muita CRISE!

São deletérios querendo

Deletar uma mulher séria

Quase isolada no trono

Pela força da miséria

Do canalha-mor que forja

A CAMARilha da corja

De uma câmara deletéria.

Perante o quadro dantesco

Que revoltado eu contemplo

Me parece a inversão

Do Evangelho e seu exemplo;

Como se Deus fracassasse

E um vendilhão expulsasse

O próprio Cristo do templo!

Na dúvida como o SINÉDRIO

Deixa solto um fariseu

Enquanto prende sem provas

Tudo quanto é cireneu,

Eu constato e me aborreço

Que a lei está pelo avesso

Que o mal ao bem já venceu.

Só nos resta a esperança

Que a CRISE toque pra frente

E as dores drásticas do parto

Cuspam do ventre doente

O embrião da suástica

Dando à luz de forma drástica

Um novo BRASIL DECENTE!

Com tantas CRISES em 15

Nos jornais e nas TVs,

Nas ruas, rádios e púlpitos,

Sites e jabaculês,

Decidi não me calar,

Vir a público e desejar

Mais CRISE pra 16.

Antes eu quero pedir

Ao estranho pessoal

Que mandou Dilma tomar…

Xingou Mantega no hospital,

Gritou Chico e Pimentel

Que não me mandem Noel,

Cartões nem Feliz Natal.

Eu quero mesmo é a CRISE

Que eu vi durante este ano…

Crise de vagas nos voos

De tudo que é aeroplano,

CRISE DE ESTACIONAMENTO

Onde amarravam jumento,

Sobrando carro do ano!

 

CRISE DOS FALSOS PATRÕES,

Modernos escravagistas

Que às empregadas domésticas

Não permitiam conquistas…

Com opressão e safadeza

Lhes usavam em cama e mesa

Sem direitos trabalhistas.

 Engarrafamento2

CRISE DO PREÇO DO DIESEL

Que agora está nos carrões;

Hilux e Lander Roovers

Em que passeiam barões…

E da gasolina, até

Pra quem andava de pé,

De bicicleta e busões.

Quero a CRISE DAS PRISÕES

Do denuncismo hodierno,

De algemas se confundindo

Com mansão, gravata e terno

Depois que um juiz fascista

No afã de prender petista

Abriu as portas do inferno!

CRISE DOS MENSALÕES,

Que vá em frente também

Do MENSALÃO DO PT

Não fica impune ninguém;

Que prendam nos próximos anos

Os mensaleiros tucanos

E os mensaleiros do DEM.

Quero a CRISE DO PETRÓLEO

Da Petrobrás “sem moral”

Que vale dez vezes mais,

Que já produz no Pré-Sal

Mais de um milhão de barris

E produz, mesmo sem “Xis”

Já três milhões no total.

 

CRISE DE MENINO POBRE

Cursando universidades,

Nas vagas dos mauricinhos

Que com as facilidades

Esqueceram de estudar

E não podem mais comprar

Diplomas nas faculdades.

Eu quero a CRISE DAS COTAS,

Do SISU e do ENEM

Dos pretos, dos pés raspados

Dos filhos do Zé Ninguém,

Dos cegos, moucos e mancos

Sentando os bumbuns nos bancos

Das faculdades também!

 

Eu quero a CRISE DE MESTRES,

Doutores e Pós Doutores

Chamados a trabalhar

Nos grotões e interiores

Onde criam faculdades

E IFs pelas cidades

Precisando professores.

Quero a CRISE em municípios

Onde tem prefeito rude

Que quer embolsar as verbas

No lugar da atitude

De pagar todos valores

Do Piso dos professores

E de agentes de saúde.

 

Que aumente a CRISE DOS PORTOS

Pra o Brasil ser mais que é,

O maior exportador

De Soja, açúcar e café,

De frango e carne bovina,

De laranja e tangerina

De samba, alegria e fé…

Que aumente a CRISE DA BUSCA,

DE FERRO e outros minerais

Para o Brasil fabricar

Bem mais carro e muito mais

Ferrovias e navios,

Trilhos, trens, canais de rios

E aviões comerciais.

Que aumente a CRISE ÉTICA,

Escândalos de corrupção

A polêmica e os processos

A denúncia, a confusão

E o caos que a imprensa exibe

De um poder que não proíbe

Nenhuma investigação!

Que siga a CRISE “HEDIONDA”

DAS PEDALADAS FISCAIS

Para que o BOLSA FAMÍLIA

Não sofra atraso jamais,

Minha casa; Minha Vida;

Luz, carro pipa e comida…

Fome e sede NUNCA MAIS.

Quero a CRISE DOS PROTESTOS

Em tudo quanto é cidade,

Coxinhas e Vira-latas

Pedindo coturno e grade

Metrancas, grades, fuzis

Pra ver se esses imbecis

Aprendem o que é liberdade!

 

Que siga a CRISE DO IMPEACHMENT…

Voltado pra quem provoca,

Tem dólar fora e esconde,

Mente, rouba e faz fofoca,

Fecha escola, bate em mestre,

Impeachment pra quem sequestre

Helicóptero cheio de coca…

 

Quero a CRISE DESASTROSA

DOS CUBANOS E CUBANAS,

Terroristas de jaleco,

Escravos, almas tiranas,

Comunas, bichos papões

Que se embrenham nos grotões

Pra salvar vidas humanas.

 

Quero a CRISE DE LULINHA

Comprando o Banco Fator,

Friboi, Aple, Coca-Cola

E a Valmet de trator…

Para a Veja não falar

Que o Brasil vai quebrar

Por falta de investidor!

 

Quero a CRISE DO DEBATE

DE GÊNERO e de KIT GAY,

Prender machões e homofóbicos

Maria da pena, a Lei

E Simone de Beauvoir

Mandando a mulher reinar

Sem lamber os pés do rei.

Quero a CRISE DOS PARTIDOS

Sem finanças de empresas,

A da CPMF

Ferindo as máfias burguesas

Que fazem o fisco de otário

Surrupiando o erário

E acumulando riquezas.

 

Que a CRISE DE INVESTIGAR

Que no Brasil se instalou

Possa se espraiar por cima

De quem crimes praticou

Quem cometeu injustiças

Pra quem tem contas suíças,

Quem mentiu e quem roubou.

Que o QUANTO PIOR, MELHOR

Desta corja inconsequente

Em 2016

Seja PIOR, realmente…

Um ano mais desgraçado

Pra qualquer CUNHA SAFADO

Que cruzar na nossa frente!

 
Serra do Mel – RN, 25 de dezembro de 2015

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