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domingo, 3 março, 2024

BRICS: a família que cresce

É uma noticia cheia de esperanças que o Grupo dos países Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) cresce e se desenvolve, com a entrada da Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Egito, Irã e Etiópia, desde começos do ano 2024.

 O bloco é tudo o contrário aos que apostam em unir países para declarar guerras, como a OTAN, ou para impor sanções e viver do negócio chorudo das armas, como as que saem do Complexo Militar estadunidense.

Trata-se de um grande projeto de colaboração econômica, comercial, científica, cultural e de outros âmbitos, em prol do mundo multipolar que devemos construir.

 Os países do Brics chegam a este ano 2024 representando 42% da população do planeta, 30% do território mundial, 23% do Produto Interno Bruto global, e 18% do comércio internacional.

 Ainda, possui 42% das reservas de petróleo, os dez membros atuais dominam a energia nuclear (68% da produção de urânio enriquecido) e dos recursos renováveis: somente os chineses concentram 55% dos investimentos em energias limpas e 70% dos painéis solares, e Brasil tem a matriz energética mais diversificada do mundo, segundo informações da RT.

 O presidente russo, Vladímir Putin, assegurou que Moscou contribuirá para a implementação da Estratégia de Associação Econômica dos Brics até 2025, e o Plano de Ação para a Cooperação Inovadora para 2021-2024 procurará garantir a segurança energética e alimentar, ampliar o protagonismo do Grupo no sistema monetário e financeiro internacional,

Tudo isso é apenas uma mostra do potencial do Brics para liderar o movimento que pretende acabar com a dependência do dólar nas transações internacionais, uma medida que já se tornou realidade perante acordos bilaterais como os firmados entre Rússia e China, utilizando o yuan e o rublo, e entre o Brasil e a China, com as suas respectivas moedas. o desenvolvimento da cooperação e o emprego das moedas nacionais no comércio mútuo.

 «Todo o mundo está cansado do dólar, que se converteu em um instrumento de influência para subverter as posições de países de diversas regiões, bem como para interferir nos assuntos internos e mudar governos», advertiu o chanceler russo, Serguéi Lavrov.

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