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terça-feira, 16 abril, 2024

BRASIL SEM OPOSIÇÃO, ESQUERDA TRAIDORA ACABA COM ESTADO NACIONAL

Charge de Itapé

Pedro Augusto Pinho*

O Brasil teve um grande sociólogo, com trabalhos, conferências e aulas no Brasil e no exterior, o baiano de Santo Amaro Alberto Guerreiro Ramos (1915-1982). Em obra fundamental para a sociologia brasileira, “A Redução Sociológica”, editada, em 1958, pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC) ele afirma que “a prática das transplantações literais, largamente realizada nos países de formação colonial como o Brasil, implica a concepção ingênua de que os produtos culturais produzem os mesmos efeitos em qualquer contexto”.

O que tem o Brasil hoje, com o Governo Bolsonaro, senão o aprofundamento da cópia neoliberal que extingue, na prática, o Estado Nacional Brasileiro.

E o que fazem as forças políticas e de comunicação que se fingem de oposição? Ora, ficam em polêmicas que não atingem o que mais agride o papa neoliberal George Soros, o nacionalismo, o fortalecimento do Estado Nacional.

A comunicadora Cibele Laura, no portal Disparada, afirma que no jantar oferecido por Fernando Henrique Cardoso a George Soros estavam o ex-ministro de governo petista Pedro Abramovay e o ex-candidato a presidente Fernando Haddad.

Somos, portanto, um país em vias de extinção e cuja oposição ajuda com sua participação deletéria, desviando para temas em nada identificados com a defesa do Estado Nacional Brasileiro, o debate político.

E passa a agredir quem tenha colaborado com o fortalecimento do Brasil, como o Tenente-Brigadeiro do Ar Alvani Adão da Silva muito bem analisou e que sumarizamos, com nossas palavras.

A guerra fria nos tirou o raciocínio sobre o interesse nacional e, com pequeno interregno de uma década, com Médici e Geisel (acusados de torturadores e assassinos), caímos no neoliberalismo, que hoje é uma catarata mental. Esquerdas da Avenida Paulista, que disputam as migalhas de George Soros, nada mais são que uma cópia de má qualidade de Woodstock, do Maio de 1968 parisiense, das primaveras árabes e todas estas manifestações para destruição dos Estados Nacionais.

O golpe anglo-estadunidense de 1953 no Primeiro Ministro Iraniano Mohammed Mossadegh (1882-1967) foi a porta de entrada para estas agressões imperialistas e financistas aos Estados Nacionais. Lá estavam todos instrumentos da Guerra Híbrida: publicações acusatórias destituídas de valor, corrupção de elementos do governo, civis e militares, arregimentação de grupos arruaceiros para provocar depredações e temor na sempre assustada classe média, infiltração em todos segmentos sociais, laicos e religiosos, enfim uma guerra total contra o país desenvolvida dentro do país com os recursos nacionais, mas com a direção, o planejamento e os recursos financeiros estrangeiros.

Há um conceito psicossocial devido ao antropólogo Gregory Bateson, ao estudar uma tribo de cultura iatmul, da Nova Guiné, denominado cismogênese.

Pode-se dizer que estas oposições de fancaria fazem com os bolsonaros e seus adeptos um verdadeiro jogo cismogênico.

Uma fala, um twitter qualquer de enormidade que agride o bom senso, como a tortura foi necessária para salvar o Brasil do comunismo desencadeia o jogo. Logo a “oposição” simula revolta e chama Bolsonaro de fascista. E a discussão passa a ser sobre tortura, fascismo, nazismo, comunismo e, como num esquema articulado, são alienadas refinarias e dutos da Petrobrás, perdoadas dívidas monumentais de bancos e empresas estrangeiras, entregue a Base de Alcântara como um imóvel comercial alugado à potência estrangeira, e outras destruições do patrimônio e do próprio Estado Nacional Brasileiro.

O jogo mais recente torna governo e oposição atuando como intermediários estadunidenses, um na defesa do Departamento de Estado, outro da CIA, no confronto de Sergio Moro com Glenn Greenwald. E o que se passa, na calada da oposição, é o conjunto de Projetos de Lei (PL) denominado Patriot Act Tabajara ou Tupiniquim. Um conjunto de medidas que, transformadas em leis pelo Congresso Nacional, incriminarão ações oposicionistas e cercearão as liberdades de expressão e manifestações públicas.

São exemplos os PL 9604/2018 e PL 5327/2019, que dispõem sobre o abuso de direito de articulação de movimentos sociais, destinados a dissimular atuação terrorista, ou o PL 443/2019, sobre atentar contra a vida ou a integridade física dos agentes descritos nos artigos 142 e 144 da Constituição, integrantes do sistema prisional e da força nacional de segurança, ou contra seu cônjuge, companheiro ou parente consanguíneo até terceiro grau, bem como portar fuzil, granada e demais armas de emprego coletivo. Também o PL 2418/2019 para monitoramento de atividades terroristas e crimes hediondos a provedores de aplicações de internet.

De acordo com Gregory Bateson, cismogênese é a reação de um indivíduo às reações de outros, formando uma cadeia onde apenas cada um reflete a posição do outro. Em seu trabalho “Naven” explicita. A reage ao comportamento de B e esta reação afeta as novas manifestações de B, gerando novas atuações de A, numa aparente mudança progressiva que apenas encoraja a submissão ou um comportamento submisso de A em relação a B (issuu.com/alexandreveras/docs/cismogense-bateson).

E, assim, assistimos o desmonte do Estado Nacional Brasileiro, obra dos neoliberais no governo e na oposição. Triste Brasil.

*Pedro Augusto Pinho, avô, administrador aposentado

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