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quarta-feira, 12 junho, 2024

Bolsa Família: uma jornada de transformação social

Foto: Lula Marques/Agência Brasil

Por Julimar Roberto*

Há exatos 20 anos, o Brasil testemunhava o nascimento de um programa que se tornaria uma das maiores referências em políticas sociais e um divisor de águas na luta contra a pobreza e a desigualdade: o Bolsa Família. Sob a liderança do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o governo iniciava uma jornada de reformulação e expansão dos programas sociais, marcando um compromisso inequívoco com as populações mais vulneráveis do país.

O Bolsa Família surgiu como a peça central do Fome Zero, um esforço multifacetado para erradicar a fome e a miséria no Brasil. Reunindo benefícios como Bolsa Escola, Vale Gás, Bolsa Alimentação e Cartão Alimentação, o programa tinha um objetivo claro: proporcionar uma renda mínima para as famílias em situação de vulnerabilidade. Essa abordagem não apenas aliviou o sofrimento de milhões de brasileiros, mas também transformou suas vidas de maneiras profundas e duradouras.

Um dos impactos mais notáveis do Bolsa Família foi a melhoria das condições de saúde e nutrição das crianças beneficiárias. Estudos mostraram uma redução significativa no déficit de estatura entre crianças de zero a nove anos, demonstrando como o programa contribuiu para o desenvolvimento saudável das futuras gerações. Além disso, a redução da mortalidade infantil entre as famílias beneficiadas foi um testemunho do impacto direto do programa na vida das crianças.

O Bolsa Família não apenas proporcionou segurança alimentar, mas também empoderou seus assistidos, permitindo que essas pessoas buscassem uma vida melhor. Muitas crianças que receberam esse apoio ao longo dos anos agora estão ingressando na vida adulta com oportunidades que antes pareciam distantes. A taxa de saída do Cadastro Único demonstra como as condicionalidades do programa incentivaram a educação e a busca por empregos dignos.

Além dos benefícios individuais, o Bolsa Família teve um impacto positivo na economia do país. Estudos apontam que cada 1% do Produto Interno Bruto investido no programa resultou em um aumento de 1,78% na atividade econômica. Portanto, não é apenas uma política social eficaz, mas também uma medida que impulsiona o crescimento econômico.

É fundamental reconhecer que o Bolsa Família não é uma solução isolada para a complexa questão da desigualdade social. Ele faz parte de um conjunto de iniciativas que inclui a valorização do salário mínimo, condições dignas de trabalho e a ampliação da participação dos grupos mais vulneráveis na política. É dessa forma que Lula, em seu terceiro mandato como presidente da República, está construindo uma sociedade verdadeiramente justa e inclusiva.

O reconhecimento internacional do Bolsa Família, como atestado pelo Banco Mundial e outras entidades, destaca a importância de compartilhar as lições aprendidas com o programa. Ele serve como um modelo para outros países que buscam reduzir a desigualdade social e promover a inclusão de suas populações mais vulneráveis.

No entanto, é imperativo relembrar que a direita, durante os seis anos em que governou o país, tentou enterrar o legado do Bolsa Família. Mas com o retorno de Lula, o programa ressurge renovado e revigorado para desempenhar seu papel vital na redução da desigualdade e na promoção da cidadania.

Assim, podemos dizer que o Bolsa Família é mais do que um programa social; é um testemunho do poder das políticas públicas para transformar vidas e sociedades. É um lembrete de que, quando o governo coloca o bem-estar das pessoas como prioridade, é possível criar um futuro melhor para todos. O Bolsa Família é um legado valioso que deve ser protegido e fortalecido para as gerações futuras.

* Julimar é comerciário e presidente da Contracs-CUT

 

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