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Postado em 31/07/2020 7:53

Bélgica rejeita bloqueio contra Cuba em nova campanha

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Por Waldo Mendiluza Bruxelas, 31 de julho (Prensa Latina) A campanha Oxygen for Cuba motiva os cidadãos belgas a repudiarem o bloqueio dos EUA contra a ilha, após ouvir testemunhos de vítimas dessa política, disse hoje Wim Leysens, um dos promotores da iniciativa.
Em declarações a Prensa Latina, o representante do coordenador belga contra o bloqueio contra Cuba, o movimento que lançou a campanha no final de abril, disse que os sentimentos de seus concidadãos vão da compaixão à solidariedade e condenação.

O oxigênio para Cuba dá voz aos habitantes da maior das Antilhas através de vídeos, nos quais eles contam suas experiências sob um cerco econômico, comercial e financeiro imposto por Washington durante 60 anos, intensificado pela atual administração, mesmo durante a época do Covid-19.

Há mais de 100 mensagens no site https://noalbloqueo.be/, um número que pode parecer pequeno, mas deve-se ter em mente que se trata de uma petição não para assinatura, mas para opinião escrita, o que implica um nível mais alto de comprometimento, explicou Leysens.

Segundo o ativista de solidariedade da ilha, a campanha pode ser considerada um sucesso e continuará até a nova votação na Assembleia Geral da ONU sobre a necessidade de acabar com o bloqueio dos EUA.

Esta semana, o vice-secretário cubano de Relações Exteriores Anayansi Rodriguez disse que, tendo em vista o impacto da pandemia em escala global, e particularmente nos Estados Unidos, foi decidido transferir para maio de 2021 a apresentação e a consideração do projeto de resolução solicitando o fim do bloqueio, um texto semelhante ao que foi fortemente apoiado na Assembleia desde 1992.

Leysens disse ao Prensa Latina que na Bélgica a campanha também reflete o reconhecimento da solidariedade do país caribenho com outras nações na luta contra a Covid-19, enquanto os Estados Unidos estão apertando seu bloqueio.

Cuba está dando um exemplo mundial de solidariedade nestes tempos, ele enfatizou.

Através de seus testemunhos, os residentes da maior das Antilhas compartilharam as dificuldades de viver sob o cerco permanente.

‘Em minha vida pessoal, o bloqueio se traduz em mais dificuldades com o transporte público, dificuldades para comprar alimentos ou materiais necessários para o trabalho. O bloqueio está causando incerteza constante’, disse Teresa, uma ativista comunitária da LGTBI.

Por sua vez, a estilista de roupas Annia disse: ‘Não somos nós que queremos as prateleiras vazias, isso é culpa do governo dos EUA.

Entre as mensagens de cidadãos belgas, no site dedicado ao Oxigênio para Cuba pode-se ler a de Sjoerd, que chama o cerco de Washington de crime contra a humanidade, ou a de Marc com seu chamado para pôr fim a situações desumanas nestes tempos difíceis.

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