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quarta-feira, 12 junho, 2024

Banco Central nem aí para Lula: Está voltado para o Banco Central americano

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

César Fonseca 

Ficou claro, na reunião do Copom, nessa quarta feira, que o BC Independente comandado por Campos Neto tem sua preocupação voltada apenas para a situação internacional; as últimas notíciais que o BC levou em conta foram as relacionadas às preocupações do BC americano com a guerra na Ucrania, entre Rússia x Otan/EUA; o FED entende, de acordo com as palavras de Jeremy Powell, seu presidente, que a guerra virou fonte de pressão inflacionária global; as crescentes tensões internacionais se voltam contra o dólar, dadas disposições da China e da Rússia, com seus aliados, na Eurásia e nos BRICs, de criarem alternativas às transações monetárias em moedas locais, para a além das realizadas sob comando da moeda amercana; essa propensão internacional, que eleva a temperatura das relações de Washington com Pequim, a ponto de Biden, de forma destemperada, chamar Xi Jinping de ditador, gera incertezas traduzidas na elevação dos preços e aprofundamento da recessão, especialmente, na Europa, agora, desesperada para abrir mercado na América do Sul; nesse contexto em que saídas estão bloqueadas pelas incertezas quanto ao comportamento dos preços, Banco Central americano e Banco Central Europeu, especialmente, emitem comunicados ressaltando tensões inflacionárias que levantam expectativas de aumentos de juros; o reflexo dessas análises batem fundo na orientação do BC brasileiro, obediente e preocupado não com a economia brasileira, ou com as previsões otimistas de Lula em lançar programas de retomada do desenvolvimento, mas com as orientações emanadas pelo Banco de Compensações Internacionais(BIS), ao qual estão submetidos os bancos centrais do ocidente, entre ele o BC Independente brasileiro; Campos Neto, portanto, não está nem aí para o governo Lula e seu arcabouço fiscal em análise no Congresso, sob a lupa neoliberal do mercado financeiro; este se mostra interessado, tão somente, em sustentar juro elevado capaz de manter sua rentabilidade elevada, o que não ocorre em relação à capacidade da economia de garantir tal situação privilegiada por meio do incremento da produção e do consumo em meio ao baixo poder de compra dos trabalhadores, desfavorecidos pela reforma neoliberal; o arcabouço fiscal é, essencialmente, um freio ao desenvolvimento sustentável diante do juro que mantém a economia semiparalizada, ameaçada de retrocessos quanto mais a queda da selic é adiada mediante argumentos escapistas e sem correlação com a realidade deflacionária em marcha.

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