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sábado, 2 março, 2024

Ataques aéreos de Israel em Rafah deixam ao menos 100 mortos e centenas de feridos, reporta mídia

© AP Photo / Hatem Ali

Sputnik – Pelo menos 100 pessoas foram mortas em resultado de bombardeios do Exército israelense na cidade de Rafah, no sul da Faixa de Gaza, de acordo com o canal de TV Al Jazeera e o Ministério da Saúde de Gaza.

Ainda segundo o canal, mais de 230 pessoas ficaram feridas, citando fontes médicas palestinas.
Paramédicos do Crescente Vermelho na Cisjordânia ocupada protestam após a morte de mais dois colegas em Gaza.
“Duas mesquitas foram atingidas no norte e na parte central da cidade, no sul de Gaza. Os feridos foram levados para o hospital do Kuwait”, informou ainda a emissora de TV, em seu site oficial.
As Forças de Defesa de Israel (FDI) confirmaram os ataques contra alvos no bairro de Al-Shabura, em comunicado em seu canal Telegram.
Rafah é o ponto mais populoso de toda Faixa de Gaza, com 1,4 milhão de deslocados palestinos se abrigando perto do ponto de controle fronteiriço com o Egito.
Militares israelenses em suposto túnel do grupo palestino Hamas na Faixa de Gaza, sob a sede da UNRWA. - Sputnik Brasil, 1920, 10.02.2024

Panorama internacional

Israel afirma ter descoberto infraestrutura do Hamas sob sede de agência da ONU em Gaza

Nasexta-feira (9), o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, ordenou ao Exército e ao Ministério da Defesa que apresentassem um plano para a evacuação de civis da cidade de Rafah, no sul da Faixa de Gaza.
Israel tem atacado Rafah há vários dias, em preparação para uma ofensiva terrestre que visa erradicar o Hamas. A cidade é o último refúgio para mais de um milhão de palestinos que foram instruídos a se mudarem para o sul durante os últimos quatro meses da operação militar israelense no enclave.
Os Estados Unidos, o Canadá, a Alemanha e outros aliados ocidentais de Israel criticaram o governo do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, por ordenar uma operação terrestre na cidade, alertando para um desastre humanitário iminente.
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, disse na última quinta-feira (8) que a conduta de Israel na guerra é “exagerada”, a crítica mais dura dos norte-americanos até agora ao seu aliado próximo. O Departamento de Estado disse que uma invasão de Rafah nas atuais circunstâncias “seria um desastre”.

Contudo, foi a própria administração Biden, por meio de seu porta-voz de Segurança Nacional da Casa Branca, John Kirby, que declarou em outubro que não havia “linhas vermelhas traçadas” para a investida militar israelense, ao mesmo tempo que o governo norte-americano aprovou a venda de armas para Israel durante o conflito.

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