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terça-feira, 28 maio, 2024

Assassinato em primeiro grau: Dona Marisa também foi vítima do espetáculo

Conversa Afiada publica afiado artigo de seu colUnista exclusivo Joaquim Xavier:
A operação Lava Jato produziu um cadáver. Não exatamente sob seu nome, mas com um genérico criado a partir de Curitiba: operação “Ouvidos Moucos”.

Os métodos empregados para prender o reitor da Universidade Federal de Santa Catarina Luiz Carlos Cancellier de Olivo foram celebrizados, literalmente, por Sérgio Moro e sua turma. A juíza Janaina Cassol Machado, da 1ª Vara Criminal da Justiça Federal de SC (primeira instância, ou primeiro grau), em Florianópolis, alegou risco de obstrução de investigações. O mesmo argumento usado por Moro para praticar sua enxurrada de ilegalidades. A prisão do reitor era temporária, falcatrua igual à usada por Moro para manter indefinidamente na cadeia aqueles que não se decidem a delatar o ex-presidente Lula.

A delegada da Polícia Federal encarregada do caso, Érika Marena, é um dos ovos da serpente Lava Jato –alcunha de sua autoria, diz-se. Chegou ao cinema na pele da atriz (?) Flávia Alessandra naquela obra infame de produtores clandestinos. Para desespero da Moro de saias, uma juíza substituta revogou no dia seguinte a prisão de Cancillier, como era conhecido. Janaína (nova coincidência, casual, mas sintomática: o mesmo nome daquela advogada desequilibrada pró-impeachment) não se conformou. “Estou na Vara Criminal desde outubro do ano passado e foi a primeira vez que vi uma decisão ser feita dessa forma”, reclamou da substituta em entrevista ao “Diário Catarinense”.

Mas o mal estava feito. Cancillier fora levado à Polícia Federal e de lá para uma penitenciária, como se fosse um meliante de alta periculosidade (enquanto um estuprador contumaz, como Roger Abdelmassih, cumpre prisão domiciliar em bairro nobre!). Sofreu toda sorte de humilhações, algumas inconfessáveis, típicas destes ambientes. Isso sem nunca ter sido chamado a depor civilizadamente sobre pretensos crimes. Isso mesmo tendo colaborado e patrocinado a investigação interna sobre os delitos dos quais foi acusado. Isso tudo apesar de ter residência fixa, lugar de trabalho conhecido e uma longa trajetória na universidade.

A sucessão de absurdos e degradações mostrou seu preço. Vítima de procedimentos ditatoriais, Cancillier chegou à morte. Suicídio foi a forma técnica da tragédia. Na verdade, tratou-se de um HOMICÍDIO perpetrado pelo conluio entre uma justiça com caixa baixa e policiais mais interessados em estrelar no cinema. Houvesse lei de fato no país, Érika e Janaína estariam sendo processadas como criminosas, assim como seu guru Sérgio Moro. E nem falamos do que fizeram com dona Marisa.

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