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terça-feira, 16 abril, 2024

AS MENTIRAS SOBRE OS ATAQUES QUÍMICOS NA SÍRIA

Por Pedro Garcia Hernandez Damasco, 18 dez (Prensa Latina) Novas revelações públicas confirmam as mentiras elaboradas pelo Ocidente e na região relacionadas a supostos ataque químicos que os grupos terroristas encenaram para culpar o Exército sírio e incentivar ainda mais a intervenção estrangeira.

Canais estadunidense como a CNN argumentam, sem prova alguma ou evidências demonstradas, mais de 200 ações com substâncias tóxicas no território sírio, especificamente nas localidades de Guta Oriental nos arredores de Damasco e Khan Sheikhun, ao sul da província de Idleb, entre 2013 e 2018.

As mais recentes revelações em site como Wikileaks ou o nada imparcial jornal britânico Daily Mail, demonstram que os sucessivos relatórios sobre esses fatos da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) são contraditórios, sofreram mudanças e apelaram a versões manipuladas.

Nenhuma amostra recolhida no lugar dos fatos mencionados evidencia o uso de gás sarín ou cloro ou a associação desses produtos altamente tóxicos para criar sintomas de asfixia ou causar a morte, e somente foram achados quantidades do segundo elemento químico em ‘quantidades que podem ser encontrado em qualquer moradia.’

De acordo com os dados divulgados, estas alegações foram expostas em um primeiro relatório atualmente alterado e manipulado, segundo um alto especialista da OPAQ, cujo nome não é revelado mas recebe o apelido de Voldemart.

Outra alteração do relatório original é que foram eliminados dados de pelo menos 20 especialistas da OPAQ que questionaram o mau manejo de supostas evidência obtidas e a argumentação original, explicaram as denúncias, e que confirmam a posição da Síria e da Rússia sobre o trabalho dessa instituição das Nações Unidas.

Um exemplo nesse sentido é que os chamados Capacetes Brancos, a serviço das organizações terroristas, forneceram informação de que as vítimas, no caso de Guta Oriental, foram ao hospital regional de Duma, nessa região, mas os encarregados de saúde do centro negaram enfaticamente que trataram pessoas com sintomas de intoxicação por substâncias químicas.

Em mais de uma ocasião e em decorrência dos quase nove anos de guerra imposta a esta nação do Levante, o Governo sírio solicitou que a OPAQ percorresse os lugares supostamente afetados por ataques químicos, mas nunca foram realizadas essas inspeções de maneira consequente, de forma imparcial e sem politizar.

A Rússia, através do Ministério de Relações Exteriores, indicou que os relatórios mencionados são ‘uma série contínua de notícias falsas sobre o uso de cloro e outros agentes químicos por parte das forças governamentais.’

Coincidentemente, outras agências como Anna News ou Al Masdar, afirmaram que cada suposta ação desse tipo ocorreu quando o Exército sírio mantinha a ofensiva, reconquistava posições e reduziu as organizações terroristas a áreas da província de Idleb, último reduto que mantêm na Síria.

Por outro lado, o suposto grupo ‘humanitário’ dos Capacetes Brancos é a principal força utilizada pela Junta para a Libertação do Levante, outrora Frente al Nusra, para montar as provocações nesse sentido. Alguns integrantes de ambas, sob a condição de anonimato, expuseram as falsidades dessas ações à agência Sputnik.

Os Capacetes Brancos, fundados na Turquia em 2013 por James Le Mesurier, morto recentemente em condições estranhas em Estambul, continuam preparativos para executar fatos similares em áreas ao sul de Idleb, com a colaboração de especialistas estrangeiros e um apoio técnico de câmeras e pessoal, que inclusive contratam e pagam dinheiro aos atores de tais cenas.

Wikileaks, no mais recente vazamento sobre o tema, disse que a maioria dos autores dos relatórios da OPAQ ‘jamais estiveram na Síria’ e acrescentou que até o diretor geral da OPAQ, Fernando Aruias, manifestou desacordo com os documentos emitidos.

No meio do espetáculo midiático e desinformação contra a Síria, nenhum meio de comunicação ocidental, ou de alguns países do Oriente Médio, faz referência às recentes evidências, mantêm silêncio ou simplesmente aceitam como fato uma realidade nunca demonstrada.

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