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Postado em 21/05/2021 9:23

Argentina se prepara para retorno a lockdown severo

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AMÉRICAS

Sputnik – A Argentina anunciou que entrará em regime de confinamento para tentar evitar uma nova onda de COVID-19, após recordes de infecções e mortes diárias.

De acordo com o presidente Alberto Fernández, as restrições mais duras vão durar nove dias. A partir deste sábado (22), a maioria dos argentinos poderá sair de casa apenas entre 6 horas e 18 horas.

Além disso, segundo o jornal Clarín, há restrições para escolas e serviços não essenciais, que devem fechar. Eventos sociais, religiosos e esportivos, como o campeonato argentino de futebol, também ficam proibidos.

“Estamos vivendo o pior momento desde o início da pandemia”, disse o presidente argentino, Alberto Fernández, ao anunciar as novas medidas nesta sexta-feira (21). “Hoje como nunca antes, devemos todos cuidar de nós mesmos para evitar todas as perdas que pudermos.”

Nesta semana, a Argentina bateu seus recordes na pandemia. Na terça-feira (18), atingiu 744 mortes. Na quarta-feira (19), registrou 39.652 novos casos de COVID-19 em 24 horas.

Alberto Fernández: ​”É decisivo que a autoridade de cada jurisdição faça cumprir estritamente as regras que ditamos”. “Vamos restringir a circulação em todas as áreas do país enquadradas em alarme epidemiológico ou de alto risco de sábado [22] ao dia 30 de maio”.

Em relação à sua população de 45 milhões, essas são algumas das taxas diárias mais altas do mundo. Os funcionários do hospitais também estão sobrecarregados.

Na capital e nas províncias de Buenos Aires, Córdoba e Neuquén, a ocupação nos leitos de UTIs supera os 90%, segundo um levantamento da Sociedade Argentina de Tratamento Intensivo (Sati).

Segundo especialistas citados pela reportagem do Clarín, a disseminação das variantes mais contagiosas do Reino Unido e do Brasil durante uma lenta campanha de vacinação alimentou o ritmo das novas infecções.

Pessoas carregam um caixão no cemitério de Flores, em meio ao surto da COVID-19 em Buenos Aires, Argentina, 21 de abril de 2021.
© REUTERS / AGUSTIN MARCARIAN
Pessoas carregam um caixão no cemitério de Flores, em meio ao surto da COVID-19 em Buenos Aires, Argentina, 21 de abril de 2021

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