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sábado, 15 junho, 2024

Após ampliação do BRICS, UE deve estar pronta para aceitar novos membros até 2030, diz mídia

© AP Photo / Jean-Francois Badias

Sputnik – A União Europeia (UE) deve estar preparada para aceitar novos Estados-membros até 2030, declara ainda hoje (28) o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, iniciando um debate existencial sobre ampliação que deve dominar as discussões de alto nível dentro do bloco entre agora e o final do ano.

De acordo com o Financial Times (FT), a operação militar especial russa na Ucrânia teria ressuscitado a política de ampliação da UE. Bruxelas tornou a Ucrânia, a Moldávia e a Albânia países candidatos e instigou um debate interno sério sobre como o bloco poderia acomodar até oito novos membros.
Segundo a mídia, Michel deve argumentar hoje na Eslovênia que “se quisermos ser credíveis, temos de falar sobre o momento certo”. Para o presidente do conselho, é preciso estabelecer um objetivo claro para o qual o bloco deve estar pronto com prazo de até 2030, que é alargar a união.
ampliação do BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) com a adesão de novos seis Estados (Arábia Saudita, Argentina, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia e Irã) desequilibra o jogo de forças habitual em que EUA e UE estão no topo da tomada de decisões de forma desigual e unilateral.
Segundo o FT, Michel deve instar os membros do bloco a considerarem o “alargamento como um dos nossos principais desafios“, tanto para a UE como para os seus futuros Estados-membros, Moldávia, Albânia, Macedônia do Norte, Montenegro, Sérvia e Bósnia e Herzegovina.
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A chamada “capacidade de absorção”, uma frase criada para abranger a multiplicidade de questões – desde orçamentos até ao poder de voto – que envolve a adesão de novos membros, deve ser bastante debatida e negociada nos próximos meses antes da concessão de novas adesões.
Os líderes da UE vão ter o seu primeiro debate dedicado ao tema em Granada, Espanha, no início de outubro.

Ainda de acordo com a mídia, em privado, há muitos Estados-membros que questionam como a UE pode acomodar a Ucrânia, um país candidato tão pobre, se não for pela vontade política de favorecer Kiev.

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