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Postado em 12/10/2016 8:45

Angola quer apoio chinês para diversificar economia

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Abrahão Gourgem – Ministro da Economia (Foto: Clemente dos Santos/arquivo)
Macau (Do enviado especial) – O ministro angolano da Economia, Abrahão Gourgel, pediu nestga (terça-feira) mais apoio da China na implementação do programa de diversificação da economia, quer no âmbito bilateral, quer no âmbito do Fórum de Macau, uma plataforma de aproximação dos países de língua portuguesa ao gigante asiático.
Afirmou que Angola manifesta o seu apreço pela construção do Fórum Macau, uma plataforma que está a permitir consolidar as relações de longa data entre a China e os povos falantes do Português.
Segundo o ministro, que discursava na abertura da 5ª Conferência Ministerial do Fórum para Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, Angola desenvolve desde 2002 uma cooperação estratégica com a China, em todos os sectores da actividade.
A reunião de Macau, segundo o titular da pasta da Economia em Angola, acontece num momento importante para o país, pelo facto do Governo estar engajado e a implementar o programa de diversificação da economia, uma empreitada que conta com o apoio da China.
De acordo com o ministro, os resultados do Fórum de Macau, criado há treze anos,  são encorajadores e têm sido obtidos nos vários sectores económicos e sociais, por via dos planos de acção económico e comercial.
Para esta reunião, disse, na qual vai ser apreciado e aprovado o Plano de Acção (2017-2019) e o Memorando de Entendimento para Capacidade Produtiva, algumas áreas de actividade económica e social serão objecto de atenção especial na parceria da China com os Países de Língua Portuguesa.
“A cooperação intergovernamental, o comércio, a cooperação no âmbito da capacidade produtiva, construção de infra-estruturas de energia e águas, formação de recursos humanos são algumas das áreas que vão dar corpo à cooperação dos países membros do fórum”, sugeriu o ministro angolano, na cerimonia prestigiada pelo primeiro-ministro chinês, Li Keqiang.
Abrahão Gourgel entende ser indispensável uma cooperação mutuamente vantajosa e a região de Macau possui características favoráveis nas vertentes linguísticas e culturais comuns aos países de língua portuguesa, e por isso está em condição de continuar a assumir o papel de plataforma ou elo para a promoção do comércio e investimento da cooperação regional e do intercâmbio humano e cultural entre a China e os países que falam português.
Ao centrar novamente a sua abordagem para vertente bilateral, salientou que a cooperação iniciada com maior dinâmica a partir de 2002, com o apoio ao processo de reconstrução do país, faz de Angola um dos parceiros mais importantes da China em África, razão pela qual o Governo angolano reitera o seu apreço e reconhecimento pela ajuda chinesa na reconstrução das infra-estruturas.
Disse que estão em curso vários projectos e centenas de outros já foram identificados e no ano transacto os dois países criaram uma comissão orientadora com a responsabilidade de gerir esta cooperação estratégica.
Por esta razão, prosseguiu, os dois países vão realizar de sete a nove de Novembro próximo em Luanda a reunião empresarial entre empresários angolanos e chineses, de modo a envolver mais o sector privado nas economias dos estados, para aumentar o investimento directo chinês no mercado angolano.
Abrahão Gourgel disse que o Fórum de Macau tornou-se já num importante mecanismo de cooperação económica e comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, permitindo que cada estado membro apresente as potencialidades, no domínio dos recursos naturais, da estrutura industrial, dos mercados, capitais de tecnologia, tanto na China, tanto nos países de língua portuguesa.
Disse que Macau passa a ser um mecanismo que vai permitir tornar os países membros mais inclusivos, mais estruturados e dinâmicos, potenciar a capacidade de enfrentar os desafios que se colocam.
Na abertura desta 5ª conferência a Republica da China fez-se representar pelo seu primeiro-ministro Li Keqiang, Moçambique também se fez representar pelo seu primeiro-ministro, Agostinho Barbosa, Guiné-Bissau Baciro Dja, Portugal António Costa, e Cabo Verde, Ulisses de Pina.
O Brasil está presente com o ministro da indústria, comércio exterior e serviços, Marcos Pereira, Timor Leste com o ministro de Estado, Estanislau da Silva.
O Fórum de Macau foi criado em 2003, uma iniciativa do Governo chinês para cimentar os laços de cooperação multilateral com os países de língua portuguesa, tendo como ponte a Região Administrativa Especial de Macau, devidos aos laços linguísticos (português e chinês).
O quarto fórum foi realizado em Novembro de 2013.
Fonte: Angop

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