Para isso, o Caderno Povos Indígenas Povos Originários, dirigido a professores incluídos no Projeto Trilhos da Alfabetização, foi lançado na quarta-feira (22) no Centro Cultural Vale do Maranhão (CCVM), em São Luis. Veio complementar os três Almanaques destinados, desde 2020, a 70 mil crianças maranhenses do Ensino Fundamental e recentemente às crianças paraenses, ao lado do outro Caderno Por uma educação antirracista.
O Caderno foi apresentado por Maria José, sua coautora. A primeira parte Afastar preconceitos, incorporar a diversidade aponta aos professores da rede escolar “alguns preconceitos construídos historicamente sobre os povos indígenas, que circulam no imaginário e nas práticas sociais de instituições como escola, mídia, museu e que atuam como lente deformadora da realidade, impedindo-nos de reconhecer os saberes dos povos originários”.
No final, o Caderno sugere materiais de consulta: discografia como Todos os sons de Marluí Miranda; filmes de animação, entre eles Amazônia sem garimpo; documentários com destaque para Das Crianças Ikpeng para o mundo do Vídeo nas Aldeia; 26 livros infantis, dois dos quais Presepadas de um curumim na Amazônia, de Edson Kayapó e O povo Kambeba e a gota d´água de Márcia Kambeba; links de sites de pesquisa, de publicações jornalísticas e de exposição virtual como Nhe´e Porã: Memória e Transformação.
Outra especialista em medicina indígena, a cacica Cíntia Guajajara, mestra em linguística pela UFRJ, autora de cinco livros, começou sua fala com uma saudação na língua Tenetehara, na qual alfabetizou muitas crianças, ensinando depois o português como segunda língua. Ela preside o Conselho de Educação Escolar Indígena do Maranhão (CEEI-MA).
Comentei que eles nunca mais esquecerão aquele espetáculo de pirilampo pisca-piscando, que pode ser observado na floresta amazônica, mas também na mata atlântica, no cerrado e em biomas de outros países. Mesmo não tendo presenciado, só através da leitura, nós também não esquecemos.
